NÚMEROS – X – CAIA NO AGRADO DE DEUS

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mayo 5, 2014 by Bortolato

Ande sobre as águas

“Agrada-te do Senhor, e Ele satisfará os desejos do teu coração” (Salmo 37:4).

O que devemos fazer se queremos agradar a Deus?   Esta é uma cogitação bendita para a alma de todo homem ou mulher pensar e resolver assumir uma posição agradável a Deus.

Será que alcançaríamos ainda a Sua bênção, depois de havermos sido pecadores que O entristeceram, ou provocaram-nO à ira?

Aquela geração de israelitas que se negou a obedecê-Lo em Cades Barnéia O aborreceu tanto, que quase foi fulminada ali mesmo, naquele deserto; mas apesar disso, mesmo tendo que voltarem da zona limítrofe da Terra Prometida para o caminho da peregrinação na aridez desértica, Deus ainda continuou a trabalhar em seus corações, na Sua misericórdia, e lhes concedeu vida por mais tempo.

A maneira pela qual Deus se irou contra Seu povo foi tamanha, que parecia que não haveria mais conserto e nem concerto.   Apesar disso, Ele ainda Se prontificou a ouvir a Moisés mais uma vez, atendeu-o e poupou a vida daquele povo.

As misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, porque as Suas misericórdias não têm fim; renovam-se a cada manhã.  Grande á a Tua fidelidade” (Lamentações de Jeremias 3:22-23).

Além de poupar a vida dos transgressores que O desafiaram, Deus ainda fez mais:  Ele lhes apresenta as seguintes palavras :

Números 15:2 – “Quando entrardes na terra das vossas habitações que Eu vos hei de dar… “

Isto significa que Ele não revogara a sua intenção de introduzi-los na Terra da Promessa, mas isso dizia respeito somente à nova geração de israelitas que estava despontando.

A velha geração tentou muito a Deus, mas mesmo assim, Ele não só preservaria a nova geração, como a abençoaria em Sua terra.   Os dois anos de deserto não foram suficientes para que aquele povo que saiu do Egito fosse bem educado quanto à sua fé, malgrado todos os incentivos que o Senhor lhes havia colocado em seus caminhos, através de sinais, prodígios e maravilhas, mostras de que Ele estava presente, suprindo as necessidades do Seu povo, a cada uma que lhes aparecia.

Deus então começa a repisar em conceitos, relembrando algumas leis já proferidas anteriormente (dantes em Levítico, capítulos 1 a 7), em sinal de que continuaria, apesar de tudo, a ser-lhes o seu Deus.   Ele, assim nos dá um banho de uma lição de longanimidade, bondade, e amor para com os perdidos – quantas vezes não temos que suportar a fraqueza dos fracos, e, não raro, falhamos?   Ele não Se tornou o inimigo de Israel.   Ele foi afrontado, menosprezadas as Sua obras de livramento, bem como o Seu cuidado paterno, e quase que os Seus servos fiéis foram mortos a pedradas, em Cades Barnéia , mas ainda assim concedeu-lhes a bênção de poderem continuar caminhando lado a lado com Seu anjo, para os guiar (e isso, já vinha desde o incidente do bezerro de ouro, conforme Êxodo 32:34).

Em Números 15:1-21, as expressões “aroma agradável” referiu-se a alguns tipos de sacrifício que teriam de ser prestados quando o povo lograsse entrar e assentar-se na Terra de Canaã.  São os sacrifícios de holocaustos (Olah), de oferta de manjares (minah) e dos sacrifícios pacíficos (selem).   Estes sacrifícios eram recebidos pelo Senhor como um “cheiro suave”, mais uma vez tornando a referir-se indiretamente ao sacrifício de Jesus na cruz, o único que realmente satisfez a Deus.   O adorador de Jeová , porém, teria que apresentá-los com seu coração quebrantado, contrito, e grato a Ele, por estar consciente de que, se lhe é facultada a entrada na Terra da Promessa, depois de tudo o que seus pais fizeram de errado para contrariar o coração de Deus, logo, havia muitos motivos de sobra para prestarem suas homenagens e agradecimentos Àquele que usou de compaixão para com suas vidas.

A fina flor de farinha (Nm. 15:4) misturada com a proporção certa de azeite era mostra de que o adorador estava apresentando o melhor produto possível, um artigo do tipo luxo, top de linha, pois Deus Se agrada quando Lhe dedicamos o nosso melhor:  o melhor dos nossos bens, do nosso tempo, das nossas possibilidades, com toda a nossa alma, de todo o coração, porque Ele é digno de receber nossos mais profundos louvores de dentro de nossos seres.

Esse “cheiro suave”, ou “aroma agradável”, era a expressão usada para indicar a maneira como Deus Se agrada de uma voluntária entrega de Seu povo, de algo que não parte de exigência, não obrigatório como se fosse, por exemplo, um dever de casa, mas sim, de corações abertos, bem dispostos e cheios de prazer em fazê-lo, enchendo seus espíritos do Espírito Santo de Deus.    Como resultado disso, nos vem o fruto do Espírito Santo, que se compõe de amor, alegria, paz, longanimidade, bondade, benignidade, fidelidade, mansidão, e domínio próprio (Gálatas 5: 22), trazendo ao adorador uma felicidade que ultrapassa às circunstâncias, e excede a todo entendimento.

Isso é como um filho desdobrar-se para tentar fazer seus pais sorrirem de felicidade, fazendo-os sentirem-se alegres e satisfeitos, realizados com aquele pequeno ser que saiu de suas próprias entranhas.   É uma sentimento de grande gratificação.

Já não são assim as ofertas pela culpa e pelo pecado, pois estes não têm nada de agradável perante a face do Altíssimo.

Todos esses sacrifícios eram recheados de certo simbolismo, como já temos observado:

  • A fina flor de farinha trazia subliminarmente a imagem de Jesus, o Cristo, o Pão da Vida, que desceu do céu (João 6:33-35) e deu vida ao mundo.
  • O óleo é símbolo do Espírito Santo, conforme Zacarias 4:2-6.
  • O vinho é o elemento que também se reporta, indiretamente, ao Espírito Santo, conforme Efésios 5:18 e Salmo 104:15.   Este vinho é prenhe da alegria do céu, que infestará um dia as Bodas do Cordeiro (Lucas 22:14-18).
  • A libação derramada ao lado do altar dos holocaustos nos traz à memória a maneira como Cristo derramou sua alma diante de Deus até a morte (Isaías 53:12), o que torna nossos pequenos sacrifícios algo de somenos, em comparação com a morte sofrida, em nosso lugar, que Jesus ofereceu na cruz, para nos dar a vida e a libertação do pecado, para a nossa alegria.

Números 15:22-29:  “Buscai ao Senhor e o Seu poder; buscai perpetuamente a Sua presença” (Salmo 105:4)

Os sacrifícios pelo pecado e pela culpa, por outro lado, também nos apontam para Cristo, o Senhor, que nos ofereceu o único meio para podermos nos achegar a Ele – através de Seu sangue.   Todo pecado é ofensa contra Deus, e  exige reparação .  E a única forma de repará-lo diante dEle é trazendo em nossas mãos uma oferta – a oferta da cruz.   Graças a Deus por Seu Cordeiro santo, imaculado, que nos resgata das nossas culpas e pecados, purificando-nos e fazendo-nos alvos como a neve.   Que em nossas orações, tragamos nas mãos este elemento poderoso para nos limpar e nos fazer aptos para acessar a Sua santa presença – o precioso sangue de Jesus.

Se temos carregado este maravilhoso sangue em nossas mãos, passaporte único para estarmos junto à atmosfera celeste, para nos achegarmos à presença de Deus em nossas vidas, então participamos, por osmose,  do seu DNA.   Do DNA do santo sangue de Cristo, nosso Salvador – e isto não é apenas um negócio imaginário, fruto da imaginação, e nem sequer um mero jogo de palavras.   O sangue de Cristo é real, conhecido desde antes da existência do mundo (I Pedro 1:18-21), derramado em cerca de 29 A.D.,  desprende Seu poder por todas as eras, é eficaz hoje, e o será até o fim dos tempos.

Números  15:30-41 – “Temei a Deus e daí-Lhe glória” (Apocalipse 15:4)

Os pecadores que acumulam pecados e não se achegam a Deus confessando-Lhe, e pedindo o Seu perdão estarão apenas acumulando maldições sobre si mesmos, pois que o salário do pecado é a morte.

Mesmo pecados cometidos por ignorância, por comissão ou por omissão, devem ser levados à cruz do Senhor, a fim de serem lavados e expurgados.   Esta é a única maneira de tratar desse problema com sucesso.   Isso nos mostra que, como era necessário que o povo derramasse sangue para desfazer-se da culpa, mesmo por pecados de omissão, para Deus estes têm o mesmo peso que os de comissão.   Assim, devemos fazer sempre que for necessário.  Graças a Deus pelo sangue de Jesus Cristo, que nos purifica de TODO pecado (I João 1:9).

Não devemos, contudo, abusar da graça de Cristo.   Pecar conscientemente, como que provocando o peso da mão de Deus é um terrível agir.   Não pecaremos para que a graça de Deus seja abundante em nós, pois como continuaremos fazendo aquilo que levou o Filho de Deus subir à cruz?

O temor do Senhor é o princípio da sabedoria (Provérbios 1:7).   Por quê?  Por que é sábio temer-se a Deus?   Primeiramente, porque atraímos assim a simpatia e a graça do Pai sobre nossas vidas.   Depois, porque nos faz afastarmos do mal, em todos os sentidos.   E só isto já é um prêmio que não tem preço, tamanho o seu valor, pois muitas maldições se apegam a quem se aparta do temor do Senhor (Isaías 65:11-16).

Os pecadores impenitentes têm muita angústia sobre si.   Esses tais eram eliminados do meio do povo de Israel (Nm. 15:30).  O homem que foi achado apanhando lenha no dia de sábado (15:32) cometeu um desacato à autoridade de Jeová.   O Senhor mal tinha dado a Lei sobre o monte Sinai, proibindo qualquer atividade ou trabalho servil durante os sétimos dias, e aquele homem simplesmente desconsiderou o que Deus falou.   Foi um desacato, um ato de rebeldia contra a ordem que o Senhor havia dado.   Tal homem achou, por certo, que não tinha que prestar obediência a Deus, mesmo tendo sido resgatado do Egito, e sido sustentado no deserto com água da rocha, e o maná do céu.   Achava-se, ali, como se fosse o dono de seu nariz, o único que podia desrespeitar à Lei, e que não tinha que prestar satisfações ao Deus de Jacó.   Foi uma dura lição para todos assistirem, pois o tal foi apedrejado até a morte, por ordem do Todo-Poderoso.   Horrenda coisa é cair nas mãos do Deus vivo, e todos os pecadores impenitentes haverão de ver-se diante dEle, para prestar contas, um dia, de tudo o que houver feito sobre a Terra.

Bom é para o homem o temor do Senhor, pois é onde reside a sabedoria das coisas eternas.

Números 15:37-41– mandou  o Senhor aos filhos de Israel que fizessem pingentes nas pontas de suas capas, presos por um cordão azul.    Para quê?  A fim de que estes lembrassem os mandamentos do Senhor.   Certamente que esses pingentes serviam para que cada um deles lhes fizessem lembrar um dos mandamentos, e a cada vez que os israelitas os tomavam em suas mãos, os repetiam, a fim de decorá-los.   Isto era devido ao fato de não haver um exemplar do Pentateuco para cada um dos filhos de Israel; os livros eram copiados manualmente, um a um, em papiros ou em pergaminhos; logo, teriam que guardar todos os mandamentos em suas memórias, o que nos parece algo difícil para os tempos modernos, mas para a sua época, este era o jornal, ou gibi de seu dia a dia, a ser memorizado todos os dias.

A lição que nos desponta deste trecho da Palavra de Deus é que não podemos nos esquecer do Senhor.   Por este mesmo motivo é que o apóstolo Paulo nos recomenda:  orai sem cessar; regozijai-vos sempre; em tudo daí graças… não apagueis o Espírito;  não desprezeis as profecias. (I Tessalonicenses 5:16-20).  O apóstolo também valorizava as Escrituras (II Timóteo 3:16 e 4:13).

Hoje temos a Bíblia, esta coletânea de Escritos sagrados, que nos edificam, e nos aumentam a nossa fé.   A fé vem pela pregação, e a pregação, pela Palavra de Cristo (Romanos 10:17).

Guardemos com zelo e amor as palavras que Deus nos enviou, através de Seus servos, que escreveram inspirados pelo Seu Santo Espírito.   Elas têm grande valor, e nos lembram de temer ao Senhor e dar- Lhe toda a glória que Lhe é devida!

Que os nossos corações sejam gratos a Deus, bem como todo o nosso proceder, e que Ele Se agrade de nós e nos conceda a Sua maravilhosa graça, que é melhor do que a vida!


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