DEUTERONÔMIO – IX – AMOR, ESSE DOM DIVINAL

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septiembre 26, 2014 by Bortolato

Em Deuteronômio, capítulo 11, lemos um discurso que nos fala sobre este atributo divino que Ele, com muita liberalidade, o dá a cada ser que criou.   Mas Ele não nos obriga a amarmos.   Ele quer que antes de tudo conheçamos o Seu amor, para que possamos desfrutá-lo, e retribuí-lo.

O profeta Moisés está exortando o povo a amar a Deus! Isto significa amar Àquele que é essencialmente amor!

Amem ao Senhor, o seu Deus, e obedeçam sempre… “ (Deut. 11:1)

Que doçura de expressão!

Ah, o amor!   É sempre o amor a grande riqueza deste mundo e também a do porvir.   Quando o amor envolve um coração, parece que tudo o mais perde a importância.  Feliz é quem ama, pois é uma alegria poder e decidir amar – e quem ama a Deus, recebe de pronto muitas bênçãos de imediato e ricas promessas para o futuro.

“Todas as coisas contribuem para o bem daqueles que amam a Deus, e são chamados para o Seu propósito.” (Romanos 8:28)

Não há explicações ou justificativas suficientes para o amar.   Quem ama, simplesmente ama, e é só!

O povo de Israel está sendo incitado também a obedecer a Jeová – mas uma obediência servil não cabe feliz dentro de um coração que não ama, e é por isso que o velho profeta fala ao seu povo: “Amem ao Senhor”.   Esta ordem tem muitas consequências nela embutidas que se abrem em leque – também inclui amar às flores, aos animais, aos pássaros, às pessoas, à natureza, ao próximo, mesmo sendo este estrangeiro, isto é, totalmente estranho para nós.   Que amemos a tudo quanto o Senhor Deus faz, porque Ele o faz bem.

Amem ao Senhor, esta é uma doce opção, assim propõe Moisés ao seu povo, porque Ele nos tem amado primeiro, envidando muitos esforços, sinais, maravilhas, prodígios, livrando da opressão da escravidão, livrando-nos da morte, eliminando àqueles que nos seriam nocivos e estavam prestes a nos fazer o mal, e também a outros que estavam querendo nos desviar do Deus que só queria o nosso bem, quando o maior bem é Ele mesmo, e outros deuses seriam o desastre.

Ele, Deus, Ele próprio é cheio de amor, de tal forma que podemos dizer que o Seu caráter, em essência, é amor – e Ele convida-nos a fazer parte de Seu povo para experimentarmos e usufruirmos de um verdadeiro e profundo amor, de uma festa, um banquete de amor.   O Seu Reino é um Reino onde prepondera o amor acima de tudo.  Algo inédito neste mundo, algo que enseja a uma perfeita paz, como nunca dantes visto.

Ele é como um noivo enamorado de sua noiva, que não Se poupa para lhe estender gestos que impressionam e comprovam o quilate de Seus sentimentos; Ele a galanteia com Suas palavras, faz-lhe promessas, inspira-a, elevando-a a um nível de sublimidade que deliciosamente a envolve nesse Seu clima amoroso.   Ele faz de tudo para cercá-la com carinhos mil, atraí-la para junto de Si, para que, tendo-a nos Seus braços, derrame sobre ela mais amor ainda.

O que seria deste mundo , se não fosse o amor?   Pois foi Ele mesmo, Deus, Jeová, quem criou este mundo com amor, preparando um ambiente próprio para Suas criaturas – o homem, os animais, as aves, os peixes, etc. – tivessem todos um lugar para ali mesmo morar.

Ele preparou com atenção todos os detalhes necessários: terra, água, ar puro, cheio de oxigênio, temperatura, flores de adorno, frutos, material para construir casas, abrigos, e projetou também o convívio entre os membros de uma família.

Ele mesmo colocou o amor nos corações de pais sobre seus filhos.   Já notou o quanto uma mãe ama a seus filhos?

“Acaso pode uma mulher esquecer-se tanto do seu filho, a quem cria?   Mas ainda que esta se esquecesse (diz o Senhor), todavia Eu não me esquecerei de ti”.(Isaías 49:15)

O amor de Deus é muito grande…   É maior que o mar, de onde Ele retirou Jonas vivo, desde os mais escondidos recônditos da morte, e o entregou incólume numa praia de Nívine… e fez Pedro andar sobre ondas do mar…

É maior que o mundo, do que o céu, do que o universo, elementos que Ele mesmo criara e um dia (um período de tempo indefinido, chamado de “yom”) os há de transformar.

É maior que a sepultura, de onde há de um dia fazer ressurgir Seu povo do passado, tanto de um passado longínquo quanto do mais recente, ressuscitando-o em glória e esplendor.

É maior do que todos os desafios mais cruéis que já tenhamos enfrentado durante toda a nossa vida (Romanos 8: 37-39) .

É maior do que todas as maldições que existem neste mundo, pois não vale encantamento contra Jacó.

É o amor que define, dentro de cada um, quais as causas que abraçaremos, e quais as que repudiaremos.

Quem ama a natureza que Deus criou, certamente que detestará a poluição do ar e da água; quem ama aos animais odiará os maus tratos desferidos contra estes; quem amou aos gregos, certamente odiou aos troianos e vice-versa; mas também quem ama a este mundo como Deus o amou, com certeza odiará ao pecado, e quem ama a Deus pode ter certeza que já é alvo do ódio dos Seus inimigos: Satanás e os que seguem a este.

Podemos ser mais amados por Deus se abraçarmos a Sua causa.   Isto significa que obedecer a Ele é ser também alvo de mais e mais bênçãos em todos os sentidos, ainda que tenhamos que pelejar como soldados em uma batalha.

Neste mundo material sentimos que somos abençoados por Deus quando recebemos bênçãos que podemos perceber nitidamente; e o Senhor as promete, se a Ele formos fiéis.   Assim Ele foi com Israel, prometendo-lhes a terra para morarem e cultivarem, bem como as chuvas a seu tempo, fazendo prosperarem suas lavouras, suas famílias a rodeá-los com amor, suas casas, seu povo, suas cidades e toda a nação.

Há um detalhe, porém, nessa história: o povo de Deus precisa ser fiel e perseverante. Não deixar que seus corações se deixem influenciar por costumes idólatras, nem pela impiedade.   Não permitir que o amor que a Deus pertence seja desviado e direcionado a outro deus.   Isto, além de ser idolatria, é também uma traição.   Seria receber todo o bem que o Senhor nos dá, de Suas bondosas mãos, e, fingindo ser cego, atribuir as Suas bênçãos a um outro, que não Ele.   Seria um non sense, mas infelizmente o fato é que muitos já se prestaram a isso.

Muitas bênçãos são prometidas aos que Lhe são fiéis:

“Darei as chuvas (11:14) … para… vosso cereal, e o vosso vinho, e o vosso azeite.”

“Darei erva ao vosso campo, aos vossos gados… “

Darei é uma palavra chave, pois de Deus ninguém há que possa dizer que já Lhe tenha comprado algo. Se Ele não nos der primeiro, não teremos nada para ousar pensar em querer retribuir.   Se somarmos tudo o que Ele nos dá, veremos, após uma lista interminável de coisas que até escapam à nossa memória e compreensão, que não há maneira sadia mentalmente de querer-se comprar-Lhe algum favor.   No final, tudo que somos ou temos nos é dado de graça…  ao que alguém diria: – “mas e o meu trabalho?  Tanto esforço fiz para conseguir comprar o que tenho…”   Então pesamos, do outro lado da balança, as forças dos que se empenham trabalhando, a saúde que nos propicia condições de nos levantarmos de nossas camas todos os dias, a capacidade mental, o tirocínio, a visão para obter-se algum ganho… Quem nos deu tudo isso?

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigiam as sentinelas”  (Salmo 127:1).

Imagine-se tendo dificuldade respiratória, ou cardíaca, ou alguma outra que lhe impeça de exercer funções normais da vida. Ou alguma degenerescência vegetativa… Poderia, ainda assim, realizar seus propósitos de longo prazo?  Não!  Não há possibilidade de sermos eficientes trabalhadores com tamanhas limitações.

“A César o que é de César, e a Deus o que é de Deus” …

O lado oposto ao do amor a Deus está repleto de maldições: a indiferença, o ódio, desgostos, infidelidade, a rebelião, o coração endurecido, de dura cerviz, o desafeto, a idolatria e outras coisas que repercutem como consequências inconvenientes, indesejáveis e funestas.

Por isso é que Ele, o Senhor mesmo, nos adverte para não deixarmos de amá-Lo, pois isso nos afastaria de uma vida abençoada.

Amem ao Senhor!   Insiste o profeta nesta tecla mais de uma vez.  Bem mais que um alerta, ou um mandamento, esta é uma gloriosa possibilidade!   Uma excelente opção!  Mais ainda, esta é uma porta aberta da qual emana uma luz celeste, que vem do alto, ilumina nossos pensamentos, nossos caminhos e todo o nosso ser, enchendo de alegria, avisa-nos dos perigos do percurso a ser percorrido, e em assim fazendo, nos trará uma eternidade aberta para a máxima felicidade.

Que não nos deixemos encantar pelas falsas alegrias passageiras deste mundo, que começam encantando com seus atrativos, mas ocultam um desfecho triste no final da jornada, pois fazem os viajores esquecerem que precisam, mais do que tudo, amar ao Senhor, o Deus Eterno.

Aqueles que decidem optar por amar a Deus acima de e mais que tudo nesta vida terão a chance de conhecer ao Seu Filho, e saberão também amar ao próximo, pois este último também é criatura, obra das mãos divinas.    Receberão uma nova vida transformada à semelhança de Cristo, serão levados ao céu, eterna morada do Altíssimo, e mal se sabe ainda que bênçãos hão de desfrutar, pois nenhum mortal viu sequer metade dessa glória.

O velho profeta teve que usar de uma linguagem onde aquela gente de Jacó é admoestada a prestar atenção sobre todas as coisas que Deus dera a Seu povo, para atrair a este com laços de amor, provocando-lhes a ternura em seus corações – mas a verdadeira e mais profunda intenção foi de fazê-los tirar os olhos das barganhas, das recompensas, da troca de favores, para uma aproximação de puro amor, no qual não importam as condições de vida, haja o que houver, vindo o que vier, seja este mundo confuso ou não, para serem elevados a um patamar de fé que ama a Deus em quaisquer circunstâncias, porque Ele é o que Ele é, e isto é o bastante!   Tal como Jesus amou ao Pai!

Que Ele nos encontre assim, bem absortos pela maravilha que Ele é.   Ele já demonstrou sê-lo, e o será para sempre, pois que não muda.   Sejamos nós seus imitadores,  como filhos amados, Ele assim espera que sejamos.   Sejamos assim… a suprema felicidade eterna nos espera!


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