DEUTERONÔMIO XVII – JEOVÁ É VARÃO DE GUERRA

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diciembre 19, 2014 by Bortolato

Como tratar com pessoas que lhe declararam guerra, e querem literalmente ver a sua cabeça rolar?  Deixá-los livres para trabalhar contra V. e sua família, isto seria um grave erro, pois logo V. teria que vê-los face a face com armas nas mãos, com fisionomia retesada, transpirando sede de sangue.   V. deixaria que esses tais matassem à sua família, pisassem sobre o seu pescoço e cuspissem sobre o seu nome?   Não se pode conceber tal ideia.   E como faríamos, se o confronto é inevitável?

A pergunta seguinte é:  Como trataria Deus com os que se levantam como Seus inimigos?

A bondade de Deus pode ser notada em toda a Sua Criação.   Contudo, a terra que foi poluída pelo pecado vive debaixo da escravidão deste princípio.   Daí vêm as rebeldias contra Deus.  A Criação poluída pelo pecado tornou-se inimiga de Deus, e muitas vezes de forma a aborrecê-Lo e a desafiá-Lo até de maneira truculenta.   Alguns são mais ousados e violentos do que outros.   Então qual a medida que Ele usaria para encarar e enfrentar a cada adversário?

Convém lembrar:  os tratamentos que Deus usou para com Seus inimigos no Antigo Testamento revelaram alguns fatos importantes que não podemos ignorar.   É muito fácil alguém ousar desafiar ao Deus Onipotente, pois estamos vivendo um período de muita misericórdia do céu, estamos na Era da Igreja, Era da Graça do Senhor Jesus Cristo – mas esta Era irá findar-se um dia, e não demorará muito.  Hebreus 12:29 diz que Ele é fogo consumidor, que destrói muito, e Hebr. 10:31 que é coisa mui terrível cair nas mãos de Deus Vivo.   Ele é o Grande Juiz, que há de julgar a todos, indistintamente, tanto a vivos como a mortos.  Ninguém escapa de Seu olhar, e também não escapará de ter de comparecer diante de Seu Tribunal.  Por estes motivos, não é nem um pouco prudente confundir Sua longanimidade com falta de força ou fazer mau juízo de Seu caráter, pensando que Sua justiça é frouxa.   Tal engano, não raro, acaba custando muito caro.

O inimigo fidalgal de Deus não tem condições e nem coragem para enfrentá-Lo de peito aberto, no arrojo e no mérito das forças, MAS eis que este usa da estratégia de atacar aos que são mais fracos – os homens que compõem Sua família – esses seres criados à imagem e semelhança da perfeição de Deus que sofreram queda e decadência moral e espiritual desde o Eden, portanto podem estar sujeitos a sofrerem mais e mais aos ataques do reino das trevas.

Para ilustrarmos melhor esta situação, comparamos os filhos e servos de Deus a meninos frágeis, que não teriam as forças, as armas à altura, a habilidade para lutar e nem as estratégias adequadas para enfrentarem a outros meninos maiores, mais crescidos, corpulentos e fortes.  E esses frágeis meninos são desafiados a lutar contra os que se lhes interpõem em seus caminhos.

O detalhe importante é que os meninos do Senhor são acompanhados pelo seu Deus, dia e noite, de modo que quando têm que partir para a luta, não saem desacompanhados.  O Senhor luta por eles.  Pode, sim, haver manifestações do inimigo de Deus, também se posicionando para o front da batalha, mas quando os bons meninos do Senhor se comportam de forma a agradá-Lo, não há outro resultado.  Do Senhor Deus é toda a guerra,  Ele guerreia junto a Seu povo, como um grande soldado valente, armado e invencível.  Não há quem O possa vencer.

  • O exército de Faraó que o diga como foi (Êxodo 14)
  • Que os quatro reis confederados com Quedorlaomer de Elão o digam quantos foram os guerreiros que os venceram e libertaram seus cativos de cinco reinos de Canaã (Gênesis 14).
  • Que os inimigos de Davi o digam se conseguiram derrotá-lo nas pelejas.
  • As sete nações cananitas viram a força de Javé, o Magnífico e o General que não só acompanhou a Josué, como lhe deu as diretrizes para executar suas guerras, e conquistar a terra.

Era assim que Israel vencia, enquanto fiel a seu Deus, Jeová.  O próprio Deus lhes disse como deveriam preparar-se antes de saírem ao encontro de seus inimigos.

Deuteronômio 20:1-4 – O Senhor fazia questão de marcar a Sua presença no meio dos exércitos de Seu povo, quando este vinha submisso junto ao Seu procurador, o mandatário de Deus, o Seu sacerdote.  Este senhor representante de Javé abençoaria às forças armadas de Seu povo, retirando deles, logo de início, todo o medo ou pavor.

É evidente, porém, que só gozariam desse destemor os que vinham à Sua presença com seus corações cheios de fé e disposição para lutarem.

Este é um ingrediente indispensável.  Sem fé é impossível agradar a Deus (Hebreus 11), e a iminência de uma batalha era a prova de fogo para provar quem tinha ou não tinha a fé necessária.

As lutas da vida são a melhor ocasião para colocarmos em prática a fé no Senhor.  É nessas horas que veremos a mão de Deus operando em nosso favor.

Ao buscarem a presença do sacerdote, a fim de lhe pedirem as bênçãos de Deus para a batalha que estava à sua frente, o povo demonstrava que temia a Deus, confiava no Seu poder, ou, como diriam alguns, confiava no Seu taco, e cada espada era um dos “tacos de Deus”.

  1. quer ser vencedor em suas batalhas? Suas batalhas têm sido muito grandes? Seja fiel ao Senhor e peça a bênção dos líderes espirituais que Ele tem destacado nesta Terra.  Peça por suas orações, ore V. também; se sentir ser necessário, jejue também; creia nEle, encha seu peito de fé, erga a cabeça e vá como um leão ao encontro das dificuldades, dos inimigos, das pedras de seu caminho; use a espada da Palavra de Deus e como faria um leão rugindo, proclame bem alto a derrocada das forças do mal que se levantarem contra sua vida.

Saiba,  porém, que sem Ele seria impossível enfrentarmos essas guerras, pois nEle reside toda a força e poder que vence toda luta.

Certamente que o inimigo tem sede de seu sangue – aliás do nosso – mas temos um General que já deu o Seu próprio sangue na Cruz do monte Calvário.  Ele já morreu nessas batalhas, mas ressuscitou e está vivo como nunca, está à destra do Pai, e tem enviado o Espírito Santo em Seu lugar para nos guiar em todas as lutas da nossas vidas.   Deixemos ser presididos  por este Espírito Consolador, da graça, força e do amor de Deus, que nos fortalece em todas as instâncias à nossa frente.

Deuteronômio 20:5-9 –  Quem tem fé, tem também que se concentrar na guerra.  A fé que vence ao mundo encoraja ao ponto de darmos gritos de guerra cheios de coragem, a plenos pulmões, e empenhamos nossas forças para a corrida que nos leva ao embate.

Não devemos nessas horas ter nossos corações preocupados com as coisas desta vida quotidiana, pois será preciso concentração para sermos soldados eficientes no combate.   É por este motivo que os alistados para o exército de Deus não devem apegar-se  a casas que construíram, a vinhas que plantaram, ou à noiva com quem se casaram recentemente.   As pessoas envolvidas por estes enlaces da vida, embora possam ser muito úteis em outras oportunidades, estariam com suas mentes e corações voltados para seus problemas pessoais.   Apeguemo-nos pois ao Senhor, e então vamos guerrear.

Outros casos inapropriados para o combate é dos homens de coração medroso, os temerosos.   Esses tais são os que já vão derrotados antes de chegar ao confronto direto de forças.  O pior e mais triste desses tais é que eles contaminam aos seus companheiros de luta.  Melhor é não ir à batalha, se o coração está com dúvidas, falta a coragem, e o medo faria esses tais correrem na direção contrária, o que ofereceria ocasião para fortalecerem ao inimigo.

Olhemos para Jesus, o nosso Grande General, que lutou até a morte, enfrentou a morte com galhardia, não se importando se esse seria o Seu fim na Terra, porque o sangue dos mártires é a poderosa semente que morre, mas faz  germinar uma nova vida coroada com os louros da vitória.  Ele conquistou a nossa vitória com Seu sangue, e quer que tenhamos bom ânimo para vencermos a morte, o pecado, o mundo e as hostes infernais.  Sejamos sábios e valentes.  É melhor parecermos os loucos que vão com muita vontade para a luta, do que parecermos os “sensatos” que avaliaram o custo do esforço dessa manobra, e voltaram correndo cheios de medo, para trás (I Crônicas 11:20-25).  Lembremos sempre que as nossas armas (a espada da Palavra e o escudo da fé) só funcionam posicionados à nossa frente – não temos espada e escudo para manejarmos às nossas costas.   Fugir da luta é expor nossas costas nuas ao inimigo.   Lembremos sempre o escrito no Salmo 91:7,8:

“Mil cairão ao teu lado; dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido.  Somente contemplarás com os teus olhos e verás a recompensa dos ímpios”

Ele é a nossa força à nossa frente, e a nossa defesa à nossa retaguarda, enquanto temos fé para irmos ao encontro da nossa vitória.   E que força tem este Jeová!

Deuteronômio 20:10-18 – Muitas foram as batalhas que o povo de Deus venceu com Ele à frente, e esta passagem nos conta como o Senhor ensinou os Seus a tratarem com os inimigos vencidos, e expõe três maneiras de assim fazê-lo.

Em um dos casos, é quando se propõe a paz.   Os inimigos do povo de Deus que reconhecessem que melhor é fazer as pazes do que perderem tudo em uma batalha, abririam os portais de suas cidades, permitindo que os exércitos do povo de Deus marchassem sobre a mesma.   Para desagravo, aquele povo conquistado lhes passaria a ser tributário – tributário ao povo que entrega seus dízimos e ofertas ao Senhor significa que eles, indiretamente, passariam também a tributar ao Senhor.   A religião de Jeová não lhes era imposta, mas era deixado deliciosamente um caminho e uma aproximação maior para com as coisas de Deus em detrimento dos deuses.   Tal proximidade deu ensejo a haver prosélitos, isto é, estrangeiros convertidos ao Senhor Jeová.   Era um convite aberto, às vezes somente implícito, para conhecerem ao poderoso Deus Jeová, que tantas vitórias deu a Seu povo.

Um outro caso, que está registrado no trecho em foco era quando as portas da cidade não se abriam voluntariamente, deixando a mensagem de que estariam dispostos a lutar até o fim, não aceitando a paz que lhes era oferecida.

Tais cidades fazem a figura das fortalezas de Satanás na Terra, pois transmitiram uma mensagem de endurecimento contra Jeová e Seu povo.  Sim, porque devemos considerar, no caso, que tais cidades, províncias e reinos não eram regidos apenas pelos seus reis, mas estes, sim, amplamente influenciados e aconselhados por seus sacerdotes idólatras que nunca se conformavam em ajudar ou em facilitar qualquer extensão do domínio do Deus Javé, pois que eram servos de deuses, portanto inimigos do Senhor.    Além de praticarem coisas terríveis e abomináveis aos olhos de Deus, eram totalmente rejeitados pelo Grande Jeová.

Tal posição de resistência contumaz também era sinal de que, uma vez vencidos, se deixados vivos, esses homens mais tarde se rebelariam novamente, causando transtornos e sofrimentos ao povo de Deus.  Havia uma cultura ferrenha, muito incrustada no meio daquela civilização, de forma que até os filhos dos soldados inimigos se levantariam novamente, assim que pudessem reunir um exército para tentarem impor suas vontades pela força.   A solução que o Senhor deu para esses casos era a sentença capital para os homens, deixando vivas as mulheres e as crianças, além dos animais domésticos e o gado.  Este restante que ficava era tomado entre os israelitas, que tinham que lhes dar tarefas a fazer, e aprenderem a Lei do Senhor, desfazendo-se, pelo menos em potencial, aquela cultura idólatra.

Em ambos os casos mencionados, esses procedimentos militares eram aplicados a povos distantes, tais como Amon, Moabe, Edom e outros mais afastados.   Para o caso das sete nações  cananitas, porém, não havia condescendência:  estas teriam que ser destruídas totalmente, pois deixaram transbordar todo cálice e toda medida.   Já temos comentado as razões desta atitude tão radical que Jeová tomou.  Temos de considerar que Ele é o único Deus verdadeiro, e não há outro.  Quem criou a idolatria foi Seu inimigo, e o fez só para querer destruir a legítima adoração ao Senhor Deus.

A parábola do joio e do trigo o atestam.  Uma lavoura tomada pelo joio significa que o trigo foi abafado até morrer, e era este o quadro espiritual e moral que realmente havia naquelas cidades cananitas.   Crianças eram mortas em adoração aos deuses.   A violência era a ordem do dia.  As imoralidades inimagináveis  aconteciam com muita frequência, ao ponto de tornar-se comuns.  Não havia limites nessa cultura idólatra e criminosa, e tampouco acordos com esta.   Um espírito belicoso era muito difundido entre eles – estes representariam uma volta aos tempos violentos de Gênesis 6, quando veio o dilúvio.   Agora era chegada a hora da prestação de contas com o Criador, que preferiu extingui-los através da invasão da Terra pelo povo que Ele escolhera e livrara da escravidão do Egito.

As nações de Canaã eram inspiradas e movidas por espíritos malignos, e representavam os exércitos do inimigo de Deus.  Representavam as fortalezas do pecado, das forças espirituais das trevas, e do mal.   Precisavam ser desarraigadas, para que um reino novo, dirigido pelo Senhor Deus Jeová ali se instalasse e começasse a difundir a glória celeste nesta Terra, marcando a Era e a dispensação da Lei.

Deuteronômio 20:19-20 parece ser um discurso de ambientalistas, incentivando a preservação ecológica das árvores.   Seja como for, em quaisquer cercos e sítios de cidades, as árvores frutíferas não deviam ser cortadas pelos israelitas.   Infelizmente, outros povos não tinham essa norma por regra, e assim, durante o cerco romano contra Jerusalém no ano 70 DC. as árvores foram todas decepadas, causando grave estrago ecológico ao redor da cidade.

Cabe aqui apenas uma observação:  árvores boas, que dão bons frutos, devem permanecer.   Isso nos remete à figueira que Jesus amaldiçoou, porque a mesma não deu frutos temporãos, intentando referir-se a Israel que Lhe foi infiel, não produzindo os frutos da justiça, do amor, do perdão, da paz, da alegria no Espírito, e não O recebeu como deveria ter recebido ao seu Messias, o Rei dos Reis, o Senhor dos Senhores.

Que sejamos como a árvore frutífera plantada junto ás fontes das águas do Espírito, que dá o seu fruto da forma esperada, e cujas folhas não caem  (Salmo 1:3).   Sejamos agradáveis ao Senhor!   Ele merece isto, e a nossa recompensa é certa e boa!


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