HOSANA! ROGUEM AO SENHOR!

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marzo 18, 2015 by Bortolato

HOSANA!  ROGUEM AO SENHOR!

Hosana!  Que significa esta palavra?   Ela está escrita no Salmo 118:25-26 e também no Novo Testamento, em Mateus 21:9; Marcos 11:9; João 12:13, quando este termo se encaixou como uma luva, foi pela entrada triunfal de Jesus em Jerusalém, cerca do ano 29 da nossa era.

Perguntei a uma pessoa que sei que já conhece bem a Bíblia se sabia o significado da mesma, e ela me respondeu se não quereria dizer: “Bendito o que vem em nome do Senhor?”

Não era esta a resposta acertada.   Sua tradução significa: “Oh, salva-nos, Senhor, nós te rogamos”.   A partícula de rogo traz ênfase ao pedido, reafirmando um anseio por salvação.

Pensando um pouco, a situação em que a expressão foi aplicada à entrada triunfal  de Jesus não parecia ser coerente com um pedido feito com tamanha insistência.   O povo começou a clamar: –

“Hosana ao Filho de Davi!  Bendito o que vem em nome do Senhor!  Hosana nas maiores alturas!”

Era um momento de festa, de comemoração alegre, feliz para o povo!   Mas a pergunta que insiste é:  se era um momento festivo, por que o povo faz tantos rogos, como se estivesse mendigando na penúria por salvação?   Isto mais se parece com um paradoxo, algo incabível, uma palavra interesseira em um momento de exaltação dedicada a um Rei.

Quando nos chegamos à presença de um rei, devemos, sim, fazer toda mesura e protocolo, pois a quem a honra é devida, honra seja dada.   Se num clima de festa o rei é aclamado, sejam-lhe dadas as honras devidas.   Um pedido insistente nessas horas parece soar como um piquete de tambor quebrando a suavidade e sutileza de um violino que estava a tocar durante o desenvolver de uma obra clássica, talvez de um autor Bach ou Vivaldi, em um concerto musical…

Assim entendemos: ou o rei está sendo homenageado, ou  ele abriu, em sua sala, um espaço para ouvir as causas do povo.   Ou uma coisa ou outra, mas não parece soar bem ambas ao mesmo tempo.   Isso se parece com uma precipitação, que redundou em confusão de sentimentos em hora imprópria.

O povo ia à frente de Jesus, espalhando suas vestes e ramos de árvores pelo caminho, em meio à gritaria e aos clamores de Hosanas.

Pensando melhor, pode-se ver que aquele povo, que um dia foi chamado povo escolhido por Deus Yaweh, que já havia vivido a excelência e a supremacia entre muitas nações, na época de Davi e de Salomão, estava então vivendo dias de tristeza, opressão, pobreza e muita revolta, pois eram uma nação que estava servindo a Roma – e os romanos não eram nada gentis com os povos conquistados.   Altos impostos devoravam as riquezas do povo, pouco se importando com a miséria de cada local.   A situação espiritual dos judeus era das mais confusas, atribuindo autoridade espiritual a fariseus e saduceus.   Outros grupos se reuniam para tentar posicionar-se de forma diferente destes, mas não eram reconhecidos oficialmente, como o caso dos essênios, os zelotes, os sicários e outros.   Havia um mosaico de ódio, submissão apenas aparente, e um conflito de opiniões sobre como deveriam encarar o jugo estrangeiro dentro da terra que o Senhor deu a Josué para conquistá-la e purificá-la de todo pecado.

A situação espiritual do povo era deplorável.   Havia muitos endemoninhados em Israel, para atormentar ainda mais a mente dos que se julgavam a elite de Yaweh no meio deste mundo de corrupções, e as ditas autoridades espirituais da nação não davam conta de combater tamanhos problemas.   Muitos enfermos clamavam, e não tinham solução, viviam por viver, tendo uma tênue esperança, uma luz no fim do túnel:  a possível chegada do Messias a este mundo.

As desigualdades sociais também eram gritantes.     Diríamos que Israel era então um povo de fé naufragada no meio dessa confusão de clamores.   Não se tinha segurança de uma direção vinda puramente de Deus para o povo.

Veio então Jesus, curando enfermos, expulsando demônios, multiplicando pães, dando comando às águas para se acalmarem e aos mortos para ressuscitarem.   Era a grande notícia, a melhor que já haviam recebido em suas vidas.   O Salvador de Israel, o Messias, o Filho do Deus Vivo!   Ele já havia demonstrado que era o seu benfeitor, e tinha todos os requisitos necessários para ser o melhor rei que Israel já teve em toda a sua história.

O povo clamava: Hosana! Porque sabia quem Ele era, e já estava salvando os de Sua nação, e então vinha montado em um jumentinho, costume que os reis mantinham, quando entravam pela cidade escolhida por Deus para ali ser adorado, em Seu santo Templo.

Era, pois, um clamor de petição, sim, mas cheio da certeza de que estariam sendo ouvidos, e ao mesmo tempo cheio da alegria de sentirem que o Rei dos reis, o Senhor dos Senhores os era chegado, estava os abençoando, e presenteando-os com a realeza presente na forma do Filho de Deus.   Tal acontecimento abalou as castas da cidade.   Era só o que se comentava, naquela hora.   Muitos se perguntavam quem seria Aquele homem que entrou ali, sentado em um jumentinho, cumprindo a tradição de um rei…   Quem era Ele?  Quem era Aquele?

Infelizmente, a inconstância do povo é muito grande, e todo aquele ânimo e aquela alegria se dissipou em uma semana.   Na sexta-feira seguinte, Jesus estava sendo condenado à crucifixão, porque o povo escolhera a Barrabás em seu lugar.

SE O JUMENTINHO FALASSE!

Cobras falam?  Em Gênesis 3 lemos que uma delas falou.

Mulas falam?  Em Números 22 lemos que uma delas falou a um profeta.

Agora, vemos que um jumentinho, filho de uma jumenta, nos quer falar.  Não em voz audível, como a mula de Balaão, mas no silêncio, ao trazer Jesus, o Filho de Deus nos seus lombos.

Imaginemos que ele pudesse falar.  Como seria a sua prosopopeia?   Ele presenciou tudo naquele momento festivo, não se dando conta de quem é que estava carregando em seu lombo, mas gostou muito daquele agrado.   Parecia-lhe uma brincadeira alegre, e tudo tinha um delicioso gosto de petisco.

Quando um animal recebe um agrado e um petisco, ele logo volta ao mesmo lugar, para ver se não é recebido da mesma maneira.   Eles sabem discernir isso, e como o sabem!

Ele viu como que um “tapete vermelho” se lhe abrindo conforme caminhava.  Não precisou pisar em pedras, e nem em lama, pois o povo lhe deitava suas próprias vestes, seus mantos, à sua frente.   Ramos e palmas espalhadas ao seu caminho também traziam um toque de verde que enriquecia o panorama.   Algumas daquelas folhas ele certamente as pôde comer algum dia. Ele viu seu caminho ser muito facilitado, tudo muito bonito e feliz.   Homens e mulheres sendo-lhe cordiais como nunca antes viu.   Foi uma experiência e tanto!

Em alguma outra feita,  ele vai passando e se aproximando daquele mesmíssimo portão de entrada de Jerusalém, do portão oriental, também conhecido como “A Porta Dourada”, que hoje está fechada, mas até então, nos dias de Jesus, esteve aberto.

Como era de se esperar, ninguém lhe abriu o caminho com o mesmo “tapete vermelho”, mas pelo contrário, ele foi completamente ignorado, até entrar na cidade.

Em ali entrando, foi tentando comer algo, pois estava com a fome que a caminhada lhe deu.  Não pôde sequer se aproximar de um verdureiro, ou de um quitandeiro.  Logo o expulsavam dali, levando pedradas, e gente ordenando-lhe que se afastasse.   Talvez fosse até mesmo ofendido e maltratado.

O jumentinho não entendeu nada.   O que depreendemos deste fato é que Jesus é quem faz toda a diferença.   O que faz a diferença em nós é Jesus.   Não é por nossos belos olhos que podemos ser aclamados e abençoados pelas pessoas, mas por Aquele que nos usa para os Seus propósitos.

O CASO DE RAABE:

Vamos olhar agora para o caso de Raabe.  Ela percorreu o caminho inverso ao do jumentinho, da ignomínia de uma vida turbada para a glória que Deus lhe deu.

Ela vivia no meio de um povo conturbado, numa cidade totalmente corrompida pelo pecado.

Além disso, a sua cidade estava condenada pelo próprio Deus, o Senhor dos Exércitos.  Logo viriam os hebreus para tomá-la e destruí-la totalmente.  Não restaria mais pedra sobre pedra, literalmente.

Vivia aos sobressaltos.   Sua profissão nada honrada foi o que achou no meio de um turbilhão de imundícias em que foi criada, para dali tirar o seu pão, mas era um dinheiro amaldiçoado.  Certamente ela levou várias surras de homens violentos e exaltados, e a qualquer momento poderia ter sido assassinada por um deles.

A religião idólatra daquele cidade era eivada de uma temível ameaça:  exigia que homens, mulheres e especialmente crianças fossem vítimas de sacrifícios a deuses como Aserá, Astarote e outros.   Nada impediria se algum sacerdote dessa cidade condenada escolhesse a  algum membro de sua família ou a ela mesma, para a qualquer momento satisfazer seu deus, derramando o sangue de uma prostituta em seu altar.  E nenhum de seus irmãos também estariam a salvo dessa escolha maldita.   Era uma perspectiva nada agradável de vida.

Ela decerto pensou muitas vezes: – isso não é vida!   Somos seres prestes a morrer a cada instante.  Somos uma geração de seres para a morte.   Se tiver muita sorte, ainda chegarei a alcançar os dias da velhice, coisa pouco provável para uma meretriz, malquista por seu povo.

Um dia ela ouviu falar que um povo saiu do Egito, porque um Deus terrível de grande matou o gado, destruiu as colheitas, e ainda matou ao próprio filho do Faraó, que era tido por um deus local!   Um Deus que desprestigia e pisa em cima dos deuses de Canaã!

Depois, perseguido até o Mar Vermelho, fez o mar se abrir para deixar o Seu povo passar.   Os egípcios, arrogantemente quiseram invadir a passagem no meio do mar, e pagaram com suas vidas essa ousadia, pois foram afogados ali mesmo.

Aquele povo vagueou por anos no deserto, mas sobreviveu, onde os mais fortes morrem.

Este mesmo povo foi defrontado com os exércitos de Seom, rei de Hesbom, dos amorreus, e os venceu.  Foi depois também defrontado por Ogue, o rei gigante, cuja estatura era maior que a de Golias, o filisteu, o qual dominava Basã.  Ogue também foi destruído, e com ele seu reino.

Raabe soube de tudo isso, e creu:  Esse Deus é muito poderoso!   Ele deve ser muito grande!   E Ele não pede sacrifício de crianças, nem de mulheres, e nem de homens para satisfazer sua sede de sangue.   Em vez disso, Ele salva ao Seus, quando estes se envolvem em guerras.

Raabe pensou:  “Ah, quem me dera ter esse Deus para minha vida!  Tudo mudaria!”

“Eu não seria mais maltratada pelos homens!” –  Pensava com os seus botões, em meio às agruras de sua vida, sonhando com algo mais ou menos assim.

“Eu não seria mais ofendida mais tão ostensivamente!   Eu não seria menosprezada pela sociedade…   Embora fraca, frágil como apenas uma mulher,  Ele me daria segurança e me  defenderia…  Eu adotaria esse Deus e não  quereria mais nenhum outro deus!”

Quando os espias entraram em sua casa, ela recebeu a grande oportunidade de sua vida, que tanto almejava!   Escondeu os dois espias entre as hastes de linho no telhado de sua casa.   Os soldados do rei perguntaram-lhe por eles.   Onde estão eles?   Ao que ela respondeu que “estiveram por aqui, mas não estão mais… já saíram… devem ter ido pelo caminho do Jordão.”

Quando viu que os guardas da cidade saíram apressadamente, ela chamou aos espias israelitas, e fez com eles uma ALIANÇA!

Ela pediu por salvação e misericórdia para sua vida, pois cria  piamente que os hebreus tomariam a cidade.  Era o seu pedido de Hosana.    Como penhor dessa aliança, ela recebeu em mãos um fio escarlata para amarrar na sua janela, do lado de fora.

Vieram, pois, Josué e seu exército dias depois, cercaram a cidade por sete dias, por sete vezes.   Enquanto cercava a Jericó, Josué apontava para a casa de Raabe, que ficava por cima do muro, um muro de mais de 30 quilômetros de extensão, que era duplo, com dois metros de espessura do lado externo, e quatro metros espessa no muro do lado interior.   Muros de cerca de dez metros de altura.

Dizia Josué:  – “Ninguém ouse entrar ali.  Ninguém assalte essa casa.  Ninguém arrombe suas portas.  Ninguém a penetre por suas janelas.  Ninguém ponha a mão em nenhum de seus moradores.    Temos uma aliança com Raabe!   Não iremos quebrar essa aliança!   Ela é dos nossos!”

  1. reparou bem o que aconteceu com a casa de Raabe? Ficava sobre a muralha, e se tivesse tombado como o restante do muro, todos ali teriam perecido – mas Deus viu o fio escarlate naquela janela, e os poupou, aceitando a aliança com aquela mulher. Tudo foi ao chão, mas a casa de Raabe ficou em pé, como um monumento à fé no Deus Yaweh, o Senhor dos Exércitos.

Percebe-se uma semelhança aqui: no Egito, o Anjo do Senhor ia exterminando a todos os primogênitos, conforme ia passando, mas quando olhava para as vergas das portas, via um sinal vermelho.  Era o sinal escarlata.   Era o sinal da Aliança com os hebreus.   Era o sinal que profetizava o poder salvador do sangue de Jesus, o Cristo.

Enquanto Jericó ia sendo completamente aniquilada, Raabe e sua família pôde ouvir os gritos e os clamores aterrorizados de um povo que perecia como consequência por suas imundícias e de seus pecados, mas a sua casa, ela podia perceber, estava sendo poupada.   Ela estava em paz, aguardando a misericórdia do Senhor, a quem escolhera então e se apegara para ser o seu Deus.

Terminada a destruição, ela foi chamada por Josué e os espias, que a conheciam.   Foi com um pouco de dificuldade que pôde sair daquela torre forjada pelos cálculos que o Senhor dos Exércitos fez para poupá-la, saltando por sobre os escombros e tijolos esparramados pelo caminho.

Ela viu então os corpos de seus ex-concidadãos espalhados por todo lado, viu a morte chegar bem pertinho de sua casa, mas ela e sua casa estavam a salvo.

Ao sair dali, viu um mundo diferente se abrir diante de seus olhos…  Um “tapete vermelho” foi estendido para ela e para os seus, como que a dar-lhe as boas vindas, a bendizer-lhe e a convidá-la a participar do povo que foi escolhido por Deus para ser vitorioso sobre os seus inimigos.

É o Deus de Alianças que nos abre esse tapete para passarmos.

Ele fez aliança de sangue com Adão.   Também com Abel.  A terra se corrompeu, e Ele buscou fazer uma aliança em mais alguém.  Procurou e achou a Noé, e salvou sua família.  Ele fez uma aliança com Noé, mas a terra tornou a corromper-se.  Então Ele buscou mais alguém, e achou a Abraão, e com este fez também uma aliança…  depois com Isaque e depois também com Jacó.

Depois de Abraão, Isaque e Jacó, a terra continuava a corromper-se mas Ele guardou ainda uma aliança com Moisés.

Todas essas alianças eram feitas com sangue, e em todas elas Deus via a cor escarlata do sangue que representava o sangue de Jesus, Seu Filho, e se compadecia do ser humano, e assim fez a paz com os que com Ele recebem essa aliança.

O “tapete vermelho”, podemos dizer, é também da cor do sangue de Jesus.

Isto não quer dizer que V. irá sempre encontrar esse tapete por onde V. passar; pode ser que até sejamos maltratados, ou ofendidos, mas lembre-se: o importante não é sermos “sorteados”, não é o tapete, mas Aquele Deus, o Senhor Jesus que verteu o Seu sangue para abrir as portas do céu para V. e eu passarmos.

Temos uma Aliança de sangue com Ele, com o Deus de Alianças, que nos acolhe, nos limpa, nos lava no Seu bendito sangue.

Somos salvos pelo sangue de Jesus.  O Seu sangue é a Sua vida.   Somos salvos pela vida de Jesus, do Senhor Jesus Cristo dentro de nós.

Louvado seja Deus por isto.   Participemos desta tão maravilhosa e convidativa bênção.


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