JOSUÉ – VI – CAIAM AS MURALHAS DA VERGONHA!

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marzo 25, 2015 by Bortolato

Jericó.cerco

“Muralha da Vergonha” foi o nome que deram aos muros que separaram, em Berlim, a Alemanha Oriental da Ocidental, como se este fora um monumento da guerra fria, uma barreira que ostentava o socialismo soviético, impedindo homens e mulheres de passarem do lado oriental para o ocidental.   Foi uma maldição que separou famílias por muitos anos, desde que foi levantado!   Realmente representava uma vergonha para os seus construtores, e outra para aqueles a quem essa construção prejudicara.   Muitos irmãos, primos, pais, mães, filhos, foram separados de suas famílias brutalmente, destruindo estruturas familiares e separando pessoas que amavam as suas raízes, e queriam bem a todos seus amigos.    Tal muro envergonhava a consciência humana, tornando-se assim em um ícone que louvava uma estupidez sem tamanho, e aumentava o sofrimento humano.

Quando, porém, chegou o ano de 1989, após iniciado o processo da “Perestroika” e do “Glasnost”na Rússia, os cidadãos alemães mesmo se encarregaram de destruí-lo, e foi um momento de muita euforia e alegria, quando viram essa muralha cair abaixo.

Em Jousé, capítulo 6, temos um episódio com alguns traços de semelhança, e outros de diferença com aquele “muro da vergonha” de Berlim.   Falamos dos muros de Jericó.

Jericó era uma cidade  murada como poucas.   Seus enormes muros de  cerca de dez metros de altura se postavam imponentes, como que a arrogar serem intransponíveis e indestrutíveis.   Eram muros duplos, isto é, na verdade eram duas muralhas paralelas que se separavam por um vão de cinco metros.   A face externa tinha dois metros de espessura e a interna, quatro metros.   Casas eram construídas de través, por sobre o muro, para dar-lhe maior firmeza na sua maior altura.   Era possível passarem dois carros movidos a cavalo, lado a lado, por cima do topo dessa tremenda barreira, localizada em um lugar relativamente alto ao seu redor, muito embora sua altitude fosse de cerca de 200 metros abaixo do nível do mar.   Localizava-se a 16 quilômetros da foz do rio Jordão, que se desembocava no Mar Morto.

Toda essa fortaleza foi feita para resguardar uma cultura de um povo extremamente ímpio, onde coisas terríveis aconteciam dentro de seus lindes.   Era a cultura da idolatria do tipo mais detestável e desumano que se conhece.   A feitiçaria exigia sacrifícios de crianças e adultos.    Havia muitos infanticídios, muita opressão física e moral, espalhava muito medo, e a impiedade corria à solta como em uma torrente bravia.

Matar crianças durante um serviço religioso era lugar comum ali, o que não isentava adultos de serem escolhidos como as próximas vítimas.

Deus quis que não restasse pedra sobre pedra, a fim de que o mundo todo nem ficasse ciente das práticas que se faziam ali, e não se contaminasse com as mesmas.   Tudo faz parecer que Jericó era alguma civilização de alguma maneira semelhante à de Sodoma e Gomorra, cidades que ficaram soterradas debaixo de muita lava, e das águas do Mar Morto.   Seu futuro era a destruição, coisa traçada pelos planos divinos.    A forma pela qual veio a sucumbir é que faz filósofos ficarem pensando se não foi imoral o genocídio praticado por Israel, em nome de Deus.    Fosse como fosse, não se pode contender com a soberania de Deus, que escolheu aquela forma de destruir a Jericó.    Se alguns não concordam com o que foi feito, que discutam com Deus, que foi Quem planejou, ordenou e ajudou sobrenaturalmente, com muito poder, àquela operação militar.

Os homens de Jericó, durante muitos anos, estiveram confiados em seus muros fantásticos, em que eles jamais seriam vencidos.    Nessa confiança, continuavam a praticar atos muito abomináveis, que todos os dias aborreciam ao coração de Deus.   Além das perversidades da idolatria, a moral dos cidadãos de Jericó era muito terrível.    Roubos, estelionatos, corrupções, assassínios, agressões violentas,  sexo surrealista, estupros sobre crianças, homens e mulheres, opressões,  prisões e atos governamentais eivados de injustiça, subornos, complôs, e muitas coisas que não pudemos sequer imaginar.   Cremos mesmo que Deus ordenou sua destruição, a fim de que não sobrasse sequer um resquício daquela cultura desvirtuada despropositada aos Seus olhos.

E como se poderia transpor barreiras tão altas, firmadas sobre um monte?   Do alto das mesmas, os arqueiros estariam a postos, para enviar milhares de flechas sobre os que se aventurassem ou pretendessem ser seus invasores.   Escudos não seriam suficientes para evitar a morte de muitos dos pretensos invasores.

Em Jeremias 33:4 e em Ezequiel 21:22 lemos que, para se invadir cidades muradas com altos muros, eram usadas “rampas de assalto”, que nada mais eram senão a construção de uma estrada de terra que se elevaria até a entrada da fortaleza, ou a uma parte do muro que era escolhida como ponto de ruptura para o ataque em si – mas isso era muito demorado e custoso; normalmente eram usados escravos para tal obra de engenharia de serviços tão pesados.    E Israel tinha sido escravo de uma maneira hostil, no Egito, de forma que não lhes faria bem atirarem-se a essa empreitada.

A construção de torres de guerra também era algo que demandava tempo e muitos esforços, e não funcionava bem em fortalezas assentadas sobre montes muito escarpados.

Para essa conquista, porém, havia alguém muito forte e poderoso que estava interessado em ver Jericó cair:  seu nome é Yaweh, o Deus de Israel!   Isso fez muita diferença, e foi o ponto decisivo para se definir o esquema de ataque, e os sucesso da operação.

Yaweh então traça uma estratégia que, a princípio, parecia apenas fazer pressão psicológica  com finalidade de difundir maior medo aos soldados e cidadãos de Jericó.

Yaweh lhes ordena então para cercarem a cidade por sete dias ininterruptos, acompanhados dos sacerdotes, aqueles mesmos que, ao pisarem nas águas do rio Jordão, as mesmas se abriram – e nos ombros dos sacerdotes iria a Arca do Concerto, a mesma de sobre a qual o Senhor se fazia presente, vinha e falava com Moisés, no Tabernáculo do deserto.   Ele, o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, estava ali, naquele cerco de Jericó, com o povo que Ele escolheu para ser Seus companheiros, mandatários e adoradores.

Ele estava ali, junto à Arca, organizando e atuando em um ataque de uma forma que os cidadãos de Jericó jamais suspeitariam que o faria.

Jericó estava trancada.  Ninguém saía e nem entrava.   Seus portões todos estavam fechados.  Seus homens estavam esperando um longo sítio, desgastante, que talvez os levassem à fome e ao desespero, mas Deus tinha outros planos.

Por seis dias os hebreus cercaram a cidade, dando sete voltas ao redor da mesma.   Trombetas de chifres de carneiro eram continuamente entoadas.   As tensões aumentavam, e as expectativas estavam levando alguns ao pânico.

“Onde estarão as torres de guerra?  E os enormes  aríetes?  E onde as catapultas para atirarem grandes pedras contra nós?   O que estarão intentando esses soldados de Israel?   Não fossem as notícias avassaladoras do que fizeram a Seom, de Hesbom, e a Ogue, de Basã, já poderíamos estar lá fora para lhes dar combate.   Seja como for, o Deus deles é muito forte.  Nossos deuses se negaram a nos ajudar nesta hora…   É melhor aguardarmos trancados aqui dentro mesmo…. mesmo enquanto sofremos angústias e calafrios de temor pelas nossas vidas…”    Assim pensavam os de Jericó.

Chegou então o sétimo dia do cerco.   Os homens de Israel acordaram logo cedo, de madrugada, e os sacerdotes levaram outra vez a Arca do Senhor.   Aquela numerosa soldadesca se ia movimentando novamente ao redor da cidade.   Ao longe, pareciam apenas formigas, mas de perto, não se diria a mesma coisa…  então os sacerdotes começaram a tocar aquelas sete trombetas de chifre de carneiro.   Um som estridente ecoou no ar, e vai-se estendendo por bom tempo.   Isso já estava acontecendo durante os outros seis dias que se passaram, mas chegado o sétimo dia, algo novo aconteceria.

Josué adverte ao povo: nada se poupe de Jericó.   Tudo ali é maldito.   Somente o ouro, a prata e o cobre irão para o Tesouro de Yaweh, porque serão consagrados a Ele, e somente Ele tem o poder de purificar tais coisas.   No mais, não se leve dali nem uma agulha…

Mais um detalhe, este muito importante.  Josué adverte:   tudo ali está condenado, mas ninguém ouse tocar na casa em que o cordão escarlata está amarrado.   Só os seus moradores, aqueles que estão no seu interior serão poupados, e mais ninguém.   Ninguém ouse querer entrar na casa de Raabe.    Ela é nossa aliada…  e aliada do Deus Yaweh!

À ordem de Josué, o povo gritou, e mais uma maravilha do poder da mão de Deus se viu ali – as muralhas caíram abaixo!   Aqueles 600.000 soldados de Israel, que cercavam a cidade, puderam então subir à cidade, e cumprir a sua função.

Com a queda dos muros, a guarda que estava com seus arqueiros  a postos, sobre os mesmos, também tombaram.   Vieram daquela altura ao chão.   As pedras rolaram desprendidas umas das outras, levantando uma densa poeira… Morreram também muitos dos militantes valentes de Jericó, esmagados e feridos pelo peso dos escombros.   Então Israel, cheio de entusiasmo, com seus peitos cheios de coragem e confiança no Deus de Israel, lá invadiram, e não deixaram sobrar ninguém, exceto os da casa de Raabe.   Foi um ataque fulminante, e uma vitória retumbante, mas a glória não é devida às espadas da infantaria israelense.    A grande glória ficou tributada a Yaweh, o Deus que organiza, ordena aos Seus, enche-os de moral, e derruba muralhas!

Terminada a batalha, os dois espias, por ordem de Josué, foram até o local da casa da mulher que os acolheu em paz.   A casa ainda restava em pé, ali, estupendamente preservada, tal e qual sobre uma torre isolada e solitária dentre as ruínas e detritos, atestando que o Senhor aprovou aquela aliança com Raabe, e aceitou a sua vinda para o meio do Seu povo.

Em Mateus, capítulo 1º, verso 5, lemos que:

“Salmon gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede, e Obede a Jessé; Jessé gerou o rei Davi, e o rei Davi, a Salomão…  “ – de onde sabemos que Raabe fez parte da ascendência do Messias, Jesus, o Cristo.

Que diríamos a respeito da vida de Raabe?   Em uma frase diremos:  – da ignomínia à glória, da muralha da vergonha à honra, em uma guinada de 180 graus, sua vida passou a ser outra, muito mais valiosa aos olhos de Deus!

Os nobres de Jericó pereceram…

Os valentes de Jericó foram mortos…

Os ricos e poderosos de Jericó foram eliminados…

Os animais de Jericó foram traspassados à espada e abatidos por todos e quaisquer meios…

Dos homens e mulheres do povo, ninguém sobrou…  nem o rei de Jericó sobreviveu.

Raabe e sua família, porém, foram poupados, aceitos e integrados às tribos de Israel.

Raabe, com a vida transformada, foi até mãe de filhos, pois que passou a fazer parte da família de Deus – e um de seus descendentes foi o rei Davi, e também o Senhor Jesus, o Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores.   Ela chegou a carregar, em potencial, a vida do Messias em seu ventre e por meio de seu corpo.   Onde abundou o pecado, superabundou a graça!

Assim é que, pela fé, podemos sair do caminho da maldição e da perdição, e sermos abençoados, com a vida de Cristo em nós.

Tal como Raabe, façamos parte da família de Deus!   Jesus, o Cristo, nos convida.  Ele nos propõe uma aliança, selada com o fio escarlata do Seu precioso sangue, derramado em prol dos que, arrependidos de seus pecados, desejam ardentemente voltar-se para Deus.

Por sinal:  o nome de Jesus é uma versão grega que se deu ao nome de Josué, que significa:  Yaweh é Salvação!

Deus seja louvado por Sua bondade!


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