TRÊS DIAS QUE ABALARAM O MUNDO

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abril 14, 2015 by Bortolato

A Cruz (2)

Sim, falamos de três dias apenas, em que o destino do mundo foi mudado.

Quando se fala das duas Grandes Guerras do século XX, fala-se de acontecimentos que transtornaram os habitantes desta Terra por vários anos a fio.  Realmente, o mundo não foi mais o mesmo, dali para diante.   Mas esta foi uma alteração que levou anos mudando as mentes das gerações seguintes.

Houve, no passado, nas eras do mundo antigo e moderno, muitos outras coisas que pareceram “estourar”, e fazer com que as pessoas se apercebessem que algo diferente estava vindo à luz, e que era preciso fazer-se mudanças – mudanças nos esquemas de segurança das cidades, nos relacionamentos políticos, nas transações comerciais, nos costumes, e principalmente aquela mudança de coração, que reputo como a mais importante de todas, e a mais desvalorizada pela sociedade.

Vem-nos à lembrança o motivo da construção das muralhas da China.   Os caucasianos usaram e abusaram dos espaços livres para invadir, saquear e barbarizar os povos que se agregaram ao império chinês.    A construção daquelas muralhas ajudaram a barrar essas incursões funestas.   Na época, foi uma providência relevante, de altíssimo custo, visando à segurança do país.   Hoje, essas muralhas servem apenas para postar ao mundo uma das sete maravilhas da antiguidade, e para atrair turistas de todas as partes do globo.   Porque houve mudanças.

Quando nos reportamos à queda das duas torres gêmeas de New York, no dia 11 de setembro de 2001, também estamos nos referindo a um fato que mudou os rumos deste mundo, novamente.    Embora esse desastre que matou quase cinco mil pessoas não tenha alcançado as dimensões de uma grande guerra mundial, depois dele este planeta nunca mais foi o mesmo.  A desconfiança gerada dali se alastrou por muitos países que se ressentiram daquele incidente, e que tiveram de alterar sua maneira de receber os estrangeiros em seus territórios.   Reforçaram a guarda de suas fronteiras.   A inspeção nos portos e aeroportos tornou-se mais rígida.   Começaram a rejeitar a entrada de elementos             que inspiravam suspeitas, às vezes devidamente, e às vezes pecavam por excesso de zelo.   Terroristas se organizaram e formaram contingentes capazes de cometer suicídio com a finalidade de matar a tantos quantos o pudessem fazê-lo.   Alguns grupos radicais islâmicos chegaram a montar verdadeiros exércitos capazes de assassinar a quem acharem que devam matar em nome de Alá, espalhando terror e deixando suas marcas de dor e sofrimento por onde passam.   Alguns povos vivem atormentados pelo medo de algozes em potencial, os quais se tornaram seus inimigos gratuitamente.

Em países do chamado “mundo livre”, como no Brasil, vemos a criminalidade aumentar assustadoramente, de tal forma que ninguém ali pode dizer que se acha totalmente seguro.    Os assassinatos sobem de cifras a ponto de superarem as estatísticas e expectativas de uma guerra civil.  Mas esta é uma mudança que há anos se processa e continua se processando.

Mais antigamente, lemos na Bíblia que um Dilúvio quase exterminou a raça humana de sobre a face da Terra.   Foi em outros tempos difíceis, quando o mundo havia tomado um rumo totalmente alienado da vontade e dos caminhos de Deus, que o criou.   O Grande Criador viu que a rota que a grandíssima maioria dos habitantes daqui era de extrema corrupção, violência, e rumando para um tipo de comportamento completamente despropositado, longe, bem longe do que o Senhor do céu e da Terra lhe havia preparado.    Foi preciso haver uma catástrofe mundial para consertar o que estava errado, e que tudo pudesse começar de novo.   O mundo se abalou demais com aquele cataclismo.   Somente uma família, a de Noé e de seus três filhos, foi o que sobrou, confinada por um ano dentro de uma super arca.   Foi uma mudança muito extrema, mas necessária para que o caminho do Senhor voltasse a ser pautado pelos Seus.

Quero, porém, voltar-me a um acontecimento que durou apenas três dias, que abalaram o mundo, acontecimento não tão demorado, mas muito mais divulgado e com consequências muito mais agradáveis para todos os povos.

Os homens estavam vivendo nas regiões de trevas espirituais, nesta Terra.   A morte imperava por todo lado, e muitos desfaleceram seus espíritos, ansiando por dias mais felizes, vendo que nada mudava o rumo desagradável que suas vidas estava assumindo.   O mal estava degradando as alegrias passageiras que se ofereciam aos moradores desta Terra.

Uma luz do céu então brilhou nesta Terra.   O próprio Filho de Deus veio a nascer aqui;  estava encarnado, vivendo para servir de Grande Médico para alguns, Conselheiro, e Príncipe da Paz para outros, Mestre e Senhor para muitos.   Ele era visto como a esperança nas causas perdidas, o venerável Deus Filho, o Messias prometido.

Eram dias de muita expectativa, tanto da parte dos Seus discípulos, como da parte de Seus inimigos.   Expectativa de muita alegria, para Seus seguidores e para os necessitados do povo, mas… expectativa de muita tensão e nervosismo para os políticos e religiosos, que O viam como uma ameaça para o seu desejado “status quo”, que achavam que deviam manter a todo e qualquer custo.   Eram dias de conflitos de ideias.    Para uns, Ele foi o seu Salvador, a grande esperança para toda a nação.    Outros, porém, o acusaram de ser enganador, um falso profeta, um grave perigo que gostariam imensamente de eliminar da história.

Em meio a esses choques de ideais, de seitas que se propunham em busca da verdade, e de doutrinas que ambicionavam o poder político da nação, havia um povo que vivia escravo de forças espirituais da maldade.   Essas forças não queriam abrir mão das posições que haviam conquistado, e por isso apostavam tudo o que tinham para tentar abafar o grande acontecimento que estava se desenrolando sobre a face da Terra:   o próprio Deus encarnou-Se na forma de homem, e viveu fazendo boas, grandes e belíssimas obras, que libertava a cada pessoa que O buscava suplicando-Lhe o Seu favor.   Era Deus revelando o Seu poder e glória.

Isso abalou as fortalezas espirituais do mal.   Elas estavam muito arraigadas neste mundo, mas seus elos de suas correntes escravizadoras foram rompidos, e o seu poder desbancado.  Tudo pelo poder redentor do Cristo de Deus, Jesus de Nazaré.   Os feitos de Jesus faziam crescer uma forte esperança de todos poderem ver dias de glória, ainda nesta vida, e potencializando seus efeitos para um futuro mais que glorioso além do rio, na vida após a vida carnal.

Não tinham dúvida alguma:  esse Jesus tem poder infinito sobre enfermidades, sobre a natureza, sobre os demônios, sobre principados e potestades, e até sobre a morte.  Quando Ele ressuscitou a Lázaro, morto havia quatro dias, Jerusalém se abalou.  Ele tem poder para ressuscitar a quem o queira, e promete vida eterna cheia de bênçãos a todos quantos nEle crerem de todo o coração.

Chegada, porém, certa sexta-feira anterior à Páscoa daquele ano, por cerca do ano 29 da Era Cristã, um tumulto aconteceu, desenrolando-se de tal forma que aquele Cristo de Deus é preso no Jardim do Getsêmani. Foi Ele levado a juízo, juízo este proferido pelo sumo sacerdote, depois pelo Seu próprio povo, e por fim homologado pelo poder romano em gestão em Jerusalém, naquela época.

Quiseram fazer as coisas de maneira a aparentar que se tratava da execução de um mero agitador revoltoso das massas, que estava querendo tomar o poder político daquela nação.   Mas não foi como os homens queriam.   Havia muito mais em jogo do que uma suposta disputa pelo poder, e, embora não o soubessem e nem o suspeitassem, Deus ainda estava mantendo tudo sob Seu controle, e executando os Seus planos.

Muitas coisas aconteceram, inicialmente ocultas aos olhos de todos que vieram a saber do fato, de forma a ficarem pasmos com o ocorrido, sem entenderem o que é que se passava.

Em primeiro lugar, não era uma pessoa comum que tinha sido condenada à morte.   Era o Filho do Deus Altíssimo que estava vivendo em carne naqueles dias na Terra.   Logo, as consequências seriam muito mais abrangentes do que se poderia imaginar.

Mas o Filho de Deus, com todo o Seu poder, não poderia ordenar que os anjos do céu viessem em Seu socorro, e detivessem as mãos dos que O prenderam, tanto quanto as dos que intentaram matá-Lo?   Certamente que sim.  Sem dúvida alguma.   E foi Ele mesmo quem disse a Pedro, seu discípulo, quando este último cortou a orelha do soldado do Sumo Sacerdote, chamado Malco:  “… pensas que eu não poderia rogar a meu Pai, e ele me enviaria agora mesmo mais de doze legiões de anjos?”

Em todas as ocasiões em que Jesus foi confrontado, Ele sempre conseguiu sair-se bem, tanto argumentando ou contra-argumentando, e nunca foi vencido.   Os judeus de sinagogas intentaram por duas vezes matá-lo (João 8:58-59 e Lucas 4:28-30), mas não o conseguiram, pois Ele passava pelo meio deles mesmo, e lhes escapava maravilhosamente de suas mãos.

Os fariseus e saduceus, seitas que compunham o Sinédrio, o senado dos judeus, muitas vezes quiseram lhe apresentar sofismas, no intuito de fazê-Lo ficar confundido e envergonhado, mas nunca com sucesso.   Receberam as respostas que mereciam, conforme o nível de inimizade com que vinham tentar desacreditá-lo perante o povo, e então os Seus inimigos é que ficavam envergonhados.

Quem olhava essas coisas somente sob o prisma político-religioso, não percebia que havia uma guerra acontecendo nas regiões celestiais.   Aliás, muitos, até hoje, ainda analisam esses fatos debaixo de uma ótica materialista,  própria deste mundo.   Para eles, Jesus estava apenas tentando quebrar algumas tradições, e adquiriu inimigos por isto.  Não viam nada além do que os seus narizes podiam alcançar, porém havia muito mais do que aqueles poderiam pensar.   Era o confronto entre as trevas e a luz, entre o poder do Reino de Deus e o reinado de Satanás, que estava por detrás de tudo aquilo.

Até mesmo alguns dos atuais discípulos de Jesus pensam que basta apenas pregar-se o Evangelho, que o mundo acabará por aceitá-lo, considerando o poder da palavra proposta.   De fato, a Palavra de Deus nunca voltará vazia, mas sempre colherá o Seu fruto.    Entretanto, segue-se uma batalha invisível nos ares, que não é percebida por muitos, embora muitos sintam os seus efeitos materialmente, e quando a Palavra é preparada com o Espírito Santo atuando em profundidade dentro do espírito do pregador, os resultados são muito mais positivos e gratificantes para o semeador da mesma.

Então alguns pensam que naquela “hora e poder das trevas” de que Jesus falou, quando foi preso (Lucas 22:53) o diabo teve sua vez durante os sofrimentos de Cristo.   Quem estava dominando aquela ação contra o Filho de Deus?  Quem desejava matá-Lo?   Não resta dúvida de que os homens possuídos pelas forças do mal não suportavam mais ver aquele Homem que desbancava e desmascarava os poderes deste mundo e do mundo invisível, enquanto se viam sendo inferiorizados, sem participarem do poder de Deus.    A vaidade e o orgulho de Satanás são predicados muito acentuados no príncipe das trevas, e estas “qualidades” se repassam a todos quantos ele consegue dominar, quer estes sejam anjos, quer sejam homens.

Satanás quis até que o Filho de Deus aceitasse sua oferta de reinar sobre toda a Terra, desde que, prostrado Jesus, o adorasse – mas foi categoricamente rejeitado pelo Mestre.   Jesus tinha em mente um alvo principal: subir à cruz, para servir de Cordeiro Pascal diante de Deus e do mundo que a presenciou.

Havia um mistério, porém, acerca da cruz.   Esta foi anunciada previamente por Jesus, aos Seus discípulos, várias vezes, mas de maneira sumária, sem grandes detalhes.    Satanás, pois, logicamente, também estava ciente desse detalhe no caminho do Filho de Deus aqui nesta Terra, e, sem o perceber, devido à sua constante guerra que fazia contra o Reino da Luz e no seu afã desesperado de continuar mantendo a humanidade cativa, estava também concorrendo para que houvesse esse desfecho do santo ministério de Cristo.

Em João 13:25-27 lemos que Satanás entrou em Judas Iscariotes, logo que este comeu do pão que Jesus lhe fez chegar à boca.  O Senhor ainda lhe falou para fazer depressa o que tinha a fazer.   Era um lance importante o que estava acontecendo ali, naquele momento.   Jesus não estava lhe mandando que O traísse, mas que fizesse logo aquilo que, dentro do espírito daquele discípulo, dominado pelo espírito de Satanás, já era o que estava determinado a fazê-lo.   E Satanás estava mesmo querendo ver Jesus levado à morte, fosse por qual maneira fosse, porque a morte física, até então, estava sob o domínio do mal – e este espírito das trevas estava louco para se ver livre do Messias nesta Terra, pois que tanto o incomodara.

A morte de quem quer que fosse, para o diabo, era a marca de sua autoria desde a queda do homem no Jardim do Éden.   E ver o fim do santo Filho de Deus, era, para ele,  ver-se livre daquele ministério que estava sacudindo o inferno de sobre a face da terra, e deixando todos os demônios atônitos, diminuídos e desvalorizados ao máximo.   Aquilo era uma imensa humilhação para estes, coisa que não podiam suportar.   Era o início da destruição do império do mal, e os seus representantes estavam sentindo isso, com todo o terror em seus olhos.   Mal podiam ver a hora de ver acabado o ministério do Filho de Deus.  Era o que mais desejavam naquelas alturas dos acontecimentos.  Por este motivo, lutavam com todas as forças, com toda a astúcia, e com todas as armas de que dispunham para ver “aquilo” logo acabado.

E com toda certeza, ainda aproveitariam a ocasião para tentar até o fim Àquele que sempre os derrotou com palavras e com o Seu poder maravilhoso.   Tentar ao Cristo, e lograr fazê-lo cair com suas forças e com os seus laços!   Esta seria uma glória imensa, sem tamanho, uma vitória sem precedentes, para o reino das trevas!   Seria conseguir frustrar todo o trabalho do Filho de Deus nesta Terra, por meio de apenas “um só deslize” em momento de Sua fraqueza.   Um só pecadinho seria o suficiente para dele se apropriar, e imediatamente levá-lo à presença do Todo Poderoso, que Se assenta no Trono de Sua glória, a glória do Pai, e lançar sua tão almejada acusação, coisa que o inimigo de Deus sabe muito bem fazer no tocante à vida dos crentes fiéis.  Para isso ele lutou como pôde, tentando alcançá-lo – mas quanto a Jesus, foi tudo em vão.

Satanás mal podia prever quais seriam todas as consequências da morte de Cristo, naquela sexta-feira anterior à Páscoa.   Se as soubesse de fato, jamais teria lutado tanto para ver a morte do Filho de Deus.   Para ele, o Calvário foi como que um momento em que fizera extrema pressão para ver o Filho de Deus envergonhado e depois disso, ainda morto.   Era o lance que lhe daria a maior vitória de todos os tempos, desde que o anjo caído se rebelou contra o Senhor Deus.   Mas ele foi pego de surpresa, naquele momento.   Foi como que, vendo a sua grande chance de obter a vitória, cometeu um erro de precipitação, tendo usado todo o seu time para desferir um ataque fatal contra o Representante do time de Deus, e acabou deixando o seu esquema de defesa todo desfeito e esburacado, para a sua desgraça.   A sabedoria de Deus o apanhou repentinamente, quando Jesus deu o seu brado “está consumado”, e entregou o Seu espírito nas mãos do Pai.

Naquele momento, houve um desprender do poder de Deus como nunca houve antes, desde a Criação do universo.   O que teria acontecido nas esferas do espírito, então?

O mundo, que estava jazendo em trevas até o surgimento de Jesus, o Cristo, operando milagres do poder de Deus e ensinando mais profundamente o caminho do Senhor.    Começaram a conhecer o Deus dos milagres impossíveis, mas isto apenas ali, naquela região da Judéia, Samaria, Galiléia e Decápolis, por onde Jesus andara.

O restante do mundo jazia nas trevas.   As chaves da morte e do inferno estavam nas mãos de Satanás, que havia subjugado o mundo com suas artimanhas e insinuações.   A opressão era algo muito comum em toda parte.   O sofrimento era a arma pela qual Satanás se saía vitorioso, e se sentia satisfeito, pois ele via que lograva levar os homens, obra das mãos de Deus, criados à Sua imagem e semelhança, para a degradação total.   Seus esquemas estavam todos montados e em pleno funcionamento, e ele assim procurava sentir-se vingado contra Deus, atingindo aos homens, a quem Deus sempre amou.    Algumas profecias da Palavra de Deus estavam, já, decretando a derrocada e o fim de Satanás e seus anjos, mas estes, enquanto estavam se julgando estarem por cima de qualquer situação, iam levando seus planos avante, pois, pensavam, os acontecimentos e o andar da carruagem lhe estavam dando certo até então.

Certos acontecimentos começaram a suceder-se de forma fantástica, a partir daquela cruz.

  1. A luz se apagou do céu, fazendo-se trevas desde a hora sexta (12 horas) até a hora nona (15 horas), conforme Marcos 15:33.

Após o último suspiro do Filho de Deus, repentinamente, algumas coisas foram desencadeadas, o que deixou o inferno desarvorado.

  1. O centurião Marcelo Gaio, ao observar essas coisas, glorificou a Deus, dizendo que era verdade: Jesus era justo (Lucas 23:47)
  2. O véu do templo se rasgou.   Isto significava que a Presença do Todo Poderoso estava saindo, ou melhor, estendendo-se a todo lugar onde pudesse encontrar um coração crente e fiel a Ele.   Não mais estava restrita ao Lugar Santíssimo.   Novos tempos surgiram.   Uma Nova Aliança Deus fazia com os homens.   Aboliram-se os sacrifícios de animais, porque o Cordeiro de Deus morreu, e o próprio Deus saiu do Seu Templo para ir receber o espírito de Cristo, que Se Lhe entregara a Ele naquele momento.Mt.27:51.
  3. A terra tremeu;
  4. Rochas se partiram (Mateus 27:51).
  5. O maior milagre de todos os tempos aconteceu: os pecados de todos quantos creram em Cristo foram transferidos dos lombos dos pecadores para o seu Messias, que morreu em seu lugar.   Ele assumiu as nossas sentenças de morte eterna. Foi um grande milagre que dispensou graça de Deus de forma coletiva, e ao mesmo tempo atingindo milhões de pessoas individualmente, tanto os que já haviam morrido no Senhor, como os que estavam vivos então, e também aos que ainda haveriam de nascer, viver e crer nEle.   O caminho da redenção foi então aberto de forma magnífica, jamais esperada.   Anjos quiseram perscrutar esse mistério, ficaram muito curiosos quanto a isso, e nem a eles lhes tinha sido revelado (I Pedro 1:12).
  6. Sepulcros se abriram, e muitos corpos de santos que haviam morrido foram ressuscitados, e, tendo dali saído, entraram na cidade de Jerusalém, e apareceram a muitos.
  7. Era o duplo shabbat, previsto pela Lei, que antecederia à Páscoa, de forma que se passariam, a seguir, dois dias de descanso e de observância para os judeus, antes de raiar a luz do dia daquela Páscoa.

Mas, neste ínterim, o que teria acontecido dentro dos dois Reinos espirituais?  Por que Deus quis que se passassem três dias em que o mundo ficou despojado da presença do Filho de Deus?   Nem poderíamos pretender desvendar totalmente o que se sucedeu nos dois reinos, mas como deixar de meditar e tornar a pensar nisso, na esperança de recebermos alguma revelação do céu?

Bem, a morte do Filho de Deus realmente é algo digno de profunda lamentação.  Quando morrem reis, príncipes e chefes do poder executivo de algum país, o luto é sinal de respeito e de pesar para os corações que se ligaram ao líder do povo.

Contudo, Jesus, embora mortificado na carne, ainda estava vivo no Seu espírito (I Pedro 3:18).

Em Seu espírito, foi Ele então pregar aos espíritos em prisão  (I Pedro 3:19).   O apóstolo Pedro, nesta passagem, usa o verbo kerysso, que significa proclamar as novas do Reino, tal e qual os arautos o faziam para comunicá-las ao povo.   Quantos espíritos estariam nas prisões?   Quanto tempo Ele levaria para pregar a todos aqueles?   Não sabemos quantos eram eles, e nem como estavam aprisionados – todos juntos, ou separados em blocos ?  Que tipo de pregação teria sido levada àqueles espíritos?

Em I Timóteo 3:16 lemos que:

“Aquele que se manifestou em carne foi justificado no Espírito, visto pelos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo e recebido acima na glória

Enfim, os anjos que estavam presos no tártaros ouviram a pregação do Senhor Jesus.  Logicamente não teria sido o Evangelho da salvação, dando-lhes a oportunidade de se arrependerem para serem salvos (tempo para isso já tiveram de sobra, no passado), mas um outro tipo de mensagem.  O que teria Jesus falado durante aqueles dias de seu luto?

Em Hebreus 2:14 lemos que Jesus, através de sua própria morte, destruiu o condão da morte, que estava sob o controle das mãos do diabo.

Foram dias de grandes mudanças para toda a Terra.   A ira de Deus, que permanece sobre toda impiedade e injustiça dos homens, estava acumulando mais juízos para os moradores deste mundo, conforme os dias fossem se passando, o que certamente culminaria com a destruição de toda a raça humana, como foi nos dias de Noé.   Mas aconteceu algo grandioso, que mudou totalmente o cenário, alterou os rumos do futuro deste planeta.

Os espíritos em prisão, os espíritos demoníacos e todo o inferno, denominado de “Tártaros”, local de prisão destes, enfim ouviu a nova:  Jesus não estava ali em vão.  Ele havia tomado das mãos do diabo as chaves da morte, e por consequência, também as do  “hades”, local onde se localizam os mortos.  Imaginemos como foi o seu sermão:

“Satanás, você e todos os seus demônios, seu asseclas, sejam cientificados de que agora Eu detenho nas mãos as chaves da morte e do inferno.   Até aqui, vocês as detinham, escravizando almas, inúmeras almas, mas agora não será mais assim.   Eu as tomo nas minhas mãos, e arranco de suas garras a todos quantos Eu queira.    Acabou o seu reinado de terror, de seu poder iníquo, porque meu é todo o poder no céu e na terra.   Eu darei do meu poder para curarem enfermos, expulsar demônios e ressuscitar mortos, para a glória de Meu Pai.  E quando eles, os Meus servos lhes derem ordem de retirada, pelo poder que há em Meu sangue, vocês terão que obedecer.  Não há outra opção.

E quanto a você, diabo, chamado príncipe das trevas, Eu o desqualifico, arranco as suas insígnias, e saiba que terá que retroceder nos seus domínios, porque Eu darei do meu poder para todos quantos creiam em mim, e o Meu reino haverá de expandir-se por toda a Terra e durará para sempre.   Eles lhe ordenarão a sua retirada de todos os rincões da Terra, e todos vocês terão que aceitar isso, porque Eu derramei o meu sangue por eles, no lugar deles, e eles estão limpos, lavados e justificados com o meu sangue.   Não resta mais acusação alguma que venha a prosperar contra eles.   Não  adiantará a vocês querer resisti-los, pois que vocês não serão capazes disso.   Qualquer insistência neste quesito só irá valorizar a vitória de todos os que me seguem hoje e me seguirão no futuro, geração após geração, até o fim dos tempos.   Eu venci, com minha morte, e eles também vencerão.  Está decretada esta vitória, e ninguém a poderá desfazer e nem evitar.  Para sempre será assim, sem volta e nem retorno.

A glória seja dada a Deus, meu Pai, e Pai de todos quantos foram chamados e escolhidos para serem filhos do Deus Altíssimo”.

Depois do alvorecer do terceiro dia, então veio o acontecimento que fez mudar todo o rumo da história da morte e do poder do pecado:  a ressurreição.   A morte foi sobrepujada, e no seu lugar, reina uma esperança de vida eterna, e uma promessa de que, assim como Ele ressuscitou, também ressuscitarão todos quantos nEle creram.   A pregação da ressurreição de Cristo já se foi espalhando, e hoje chegou até os confins da Terra.

O inferno todo se abalou.   Como em um reflexo deste abalo, os judeus e romanos também se viram em apuros.   Não tinham mais como esconder o poder da ressurreição de Cristo, que se despontava como uma promessa a todos quantos nEle creram.  O poder da ressurreição de Jesus estourou com potência superior a centenas de bombas H, a hidrogênio.

Ao ocorrer desta, a tumba ficou vazia.    Jesus reaparece aos Seus discípulos.   Dá-lhes instruções, conforta-os, consola-os, fortalece-os, e os envia ao mundo.   O inferno, a fortaleza das trevas, perdeu o seu poder.    Pela fé nesta palavra, há vitória à nossa espera.  A morte física ainda, em nosso tempo, continua a haver, mas também será banida, esta é a promessa.   Uma ressurreição está à espera dos fieis discípulos do Senhor!

Abrace esta promessa.  Ela é sua.  Ela é nossa.  Pertence-nos pelo direito conquistado na cruz, e pela ressurreição de Jesus.   Seja feliz com Jesus, no Reino do Seu Pai, eternamente!   Este é o convite que Deus lhe faz.

Louve-se a Deus por suas obras maravilhosas!   Excelente é a Sua sabedoria, que vence a todos os demais argumentos!

 


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