JOSUÉ – X – O MAIS LONGO DIA DE TODOS OS TEMPOS

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mayo 14, 2015 by Bortolato

Lua e  Sol

Lua e  Sol

Os céticos duvidam.  Acham que uma coisa desse naipe poderia causar uma catástrofe mundial, se realmente a Terra parasse, mas o relato bíblico não disse que houve cataclismos, com isso, como efeitos colaterais.   Diz apenas que “…o sol parou e a lua se deteve…”   A linguagem poética hebraica nos dá o direito de pensar que não houve uma parada literal dos astros do céu, mas sim, uma alteração astronômica que provocou o prolongamento da luz do dia em Canaã.   O fato ocorrido foi tão fantástico, que alguns não creram que foi assim. Os amorreus, porém, que não queriam que viesse a acontecer, não somente creram ao presenciá-lo, mas pasmaram, e foram vencidos.   Os hebreus lutaram arduamente, com fé na vitória em nome de Yaweh, e lograram êxito.    Foi o seu dia mais batalhado.    O que foi isso?    Como pôde acontecer uma coisa dessas?   Afinal o que foi que houve?    A Terra parou no seu movimento de rotação? Talvez teria havido repentinamente uma inclinação maior do eixo da Terra.  Ou foi o Sol que se deslocou?   E o que aconteceu com a Lua, concomitantemente?    As palavras bíblicas são expressas em uma forma tão simples, que não nos dão detalhes sobre isto.    Não poderia ter sido uma simples refração da luz solar que se prolongou por quase vinte e quatro horas?  Talvez, porém isto não explicaria a falta de quase um dia inteiro no universo, mas enfim, para Quem soube abrir um mar e o rio Jordão na sua cheia, somente durante o curto período enquanto o Seu povo passasse, o resto Lhe é de somenos.

Por sinal, em termos bíblicos, isso aconteceu, e o fenômeno durou “…por quase um dia inteiro…”, conforme nos narra Josué 10:13.   O texto é claro.  Não nos resta nenhuma dúvida de que foi um fato real – não porque a ciência o comprove, mas porque a Palavra de Deus é verdadeira.   Ele não mente, e não falha.

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Existe uma controvérsia sobre um procedimento de técnicos da NASA, de que estes teriam detectado essa falta de quase um dia no universo, pela época de Josué.   Tal afirmação foi muito atacada, e quase reduzida a “Crédito Zero”, ou melhor, a um non sense.  Não nos cabe aqui defender ou atacar uma suposta história de que a ciência teria confirmado tanto o Dia Longo de Josué, que teria ocorrido por perto do ano 1400 AC., bem como sobre a retração da sombra no relógio de Acaz, por cerca do ano 710 AC., mas não podemos nos omitir sobre o assunto, a nosso ver, debatido de modo muito parcial.   Alguns cientistas alegam que esse cálculo teria sido impossível de ser feito, visto que o registro histórico mais antigo de um eclipse ocorreu em 1217 AC, aproximadamente dois séculos após Josué – mas não consideraram, ou simplesmente desprezaram os 40 minutos que o relógio de Acaz teria voltado atrás, sem explicarem o que teria havido então.

A impressão que nos foi deixada é de que alguém se aventurou a lançar a público alguma informação colhida “em off”, por detrás dos bastidores da NASA, e alguém mais tratou logo de espalhar a notícia, MAS, visto que a ciência humana não tem condições de caminhar paralelamente com a fé (pois a fé é muito mais veloz do que a ciência), e consequentemente também com a Bíblia, o alegado, por aparentar ser precipitado, não pôde ser assumido por cientistas modernos, os quais o negaram peremptoriamente, como que querendo esconder o que realmente teriam visto ou percebido, a fim de não serem rotulados de “faltos de rigor científico”.

De outro lado, para maior clareza, a fim de não deixarmos transparecer que a Bíblia foi a única literatura a registrar tal fato tão maravilhoso, lançamos mão de alguma literatura do mundo antigo que teria notado algo semelhante:

  1. Heródoto, historiador grego ( 480 a.C ) relata que os sacerdotes egípcios lhe mostraram a história de um dia longo havido num remoto  passado.
  2. A história da China registra que houve um dia longo quando reinava o Imperador Yeo, o qual foi contemporâneo de Josué.
  3. A história dos Astecas, no México, mostra que houve, no passado, um dia longo.

Então, qual teria sido a utilidade de trazer-se à realidade uma coisa tão impossível de acontecer?    Por que razão imediata teria Deus feito algo assim, tão tremendo, que ultrapassou os limites da Terra, abalando o seu eixo de rotação e avançando para o a relação espacial entre o nosso planeta , a lua e o sol?   Este não foi um acontecimento que deixou provas arqueológicas decisivas como testemunhas a seu favor, pois tudo correu bem para Josué, porque os referidos astros pareceram estancar-se no céu.   Josué disse que o fato foi registrado no “Livro do Justo”, em hebraico, no “Livro de Jasar”.   Pois então, Josué é quem poderia responder melhor a esta pergunta…

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Josué estava contando apenas com homens entusiasmados, otimistas, com um exército cheio de moral, bem disposto, cheio da energia gerada pela fé, e com vontade de ir à luta, e guerrear?   Não!   Se ele contasse somente com esses fatores, é certo que seria derrotado, quando olhasse para o tamanho das fileiras inimigas.   Cinco reis estavam cercando Gibeom:  Adoni Zedeque, de Jerusalém; Hoão, de Hebrom; Piram, de Jarmute; Jafia, de Laquis; e Debir, rei de Eglom.   Cidades populosas, com exércitos numerosos, estavam cercando a cidade de Gibeom, atacando aos mais recentes aliados de Israel.

O Senhor dá uma palavra de ânimo e diz a Josué para não temer, pois que esses inimigos não conseguiriam resisti-lo.    Certamente que não por suas próprias forças, mas pelo poder maravilhoso de Javé.

O exército de Israel marcha, então, de Gilgal a Gibeom, toda uma noite, e surpreende àqueles cinco reinos, e os põe em fuga, mas havia um detalhe importante nesse desenrolar de história: se ele, Josué, os deixasse escapar, os fugitivos poderiam voltar, reorganizar-se, e encetar um contra-ataque rápido, no qual poderiam surpreender a Josué, aproveitando-se da chegada das trevas da noite que estava para chegar, após o ocaso.   Isso teria provocado muitas baixas para seus homens, o que poderia até frustrar ou colocar em risco toda a campanha israelita.   Josué notou que o ataque dos hebreus sobre aqueles amorreus só seria vitorioso enquanto pudessem ver aos seus inimigos.   A noite estava a caminho, como uma inimiga silenciosa e sorrateira.

O momento era aquele, e eles não poderiam deixá-lo excorregar de suas mãos.   Se a escuridão os cercasse, o medo e o temor do rebote inimigo iria forçar Israel a retirar-se rapidamente, sob ameaça de ser “engolido” pelos amorreus, que eram muitos, numa proporção muito desigual.   Mas aqueles amorreus estavam fugindo para os montes de Bete-Horom, enquanto Israel os ia eliminando, um por um.   Muitos ainda conseguiam escapar, e já desciam pelo outro lado de Bete-Horom, indo para Azeca.

O relógio corria contra o exército de Josué.   Dentro de pouco tempo, o por-do-sol traria escuridão sobre a terra, e os inimigos em fuga ainda eram muitos, correndo em disparada.   A noite traria um fator de grande peso em favor dos inimigos, que poderiam, numericamente, cercar aos de Israel pela frente, pelos flancos e pela retaguarda, aproveitando-se da escuridão.   Se isso acontecesse, os hebreus estariam em apuros, desorganizados para agir sob tal cerco, e desarvorados, não saberiam como sair do aperto – com toda certeza não lhes restaria rota de escape.   Aquele foi um dia em que o povo de Deus lutou muito, mas de repente viu que a vitória cabal estava escorrendo por entre seus dedos, de modo fugidio e prometendo uma trágica desilusão.

O tempo, célere, urgia.   Muitos ainda eram os sobreviventes do lado dos inimigos.  Josué percebeu o perigo, como que a armar-lhe uma emboscada.   Ele tinha, sim, um povo disposto aos seu lado, pronto para guerrear, e até mesmo para morrer, se necessário, guerreando as guerras do Senhor – o relógio, porém, ameaçava trazer a escuridão da noite como um forte fator contrário.   Eles precisavam da luz do dia para terminar aquela tarefa, e o sol já percorria seu itinerário no céu, tendendo a esconder-se dentro em pouco.

Antes do final do dia ocorre mais um fato imprevisível:  uma chuva de granizo, com grandes pedras, despenca do céu, somente sobre o exército que se estava pondo em fuga, matando mais gente do que os que morreram pela espada.   Aquilo deixou os amorreus mais pasmados ainda.   Os israelitas, que os perseguiam, viram o fenômeno atingir aos seus inimigos que, próximos à sua frente, tentavam escapar.   Então os hebreus viram os corpos dos mortos, caídos à sua frente, aos milhares, ao lado das pedras que os atingiram.   Mas sem perda de tempo, continuavam correndo, e combatendo sem parar.

De repente, todos ouviram o brado de Josué, ordenando algo impossível de acontecer com o sol e com a lua.   Que os astros do céu se detivessem, e se retardassem!  Equivaleria a dizer: “que a luz do dia esteja conosco durante todo o tempo desta batalha!”  E o tempo continuava correndo, mas parecia que o Sol não se punha.  E a batalha prosseguia, à luz do dia.   À medida que o tempo passava, o exército de Israel via que o Senhor Yaweh, os estava ouvindo, e colaborando com eles naquela operação guerreira, dando-lhes mais luz e mais tempo, dando seu aprovo sobre aquela manobra militar.

O Altíssimo, da Sua santa morada, ouviu aquele brado, e aquela determinação.  Josué ordenou ao sol e à lua.   Ele, como o comandante humano designado por Deus, que estava vencendo a batalha, ao  ver que o anoitecer se tornara seu grande inimigo, viu-se cheio de autoridade, com fé que Deus o atenderia, seguiu ao impulso oriundo do Espírito Santo, e soltou o seu grito de ordenança – que o sol e a lua se detivessem ali, no céu .

Tudo então parece ficar estático, entre a Terra, o céu, o sol e a lua.   Os demais astros do universo presenciaram também tal acontecimento, mudos, como se aquilo nada fosse, mas era real, alguma coisa de impressionante, jamais visto em todo o espaço sideral.   Ao que parecia, o tempo parou.   O sol não se punha, e a lua continuou por horas e horas, como que se arrastando em sua trajetória, como que “pisando no breque”, e com o “freio de mão acionado”    Tudo porque um homem lhes ordenara – um homem em obediência ao mandado de Deus.

Ninguém espere que o mesmo ocorrerá a seu bel prazer, se expedir a mesma ordem agora, como que por brincadeira.   Tudo isso aconteceu em Gibeom, no vale de Aijalom, e nos montes de Canaã, dentro dos propósitos e planos divinos.   Ele, Deus, foi quem o quis assim, e assim o fez.   Dentro da plena vontade de Deus as lutas desta vida são vencidas, trazendo um êxito de fluência livre, que corre solto como um cavalo selvagem em uma planície, como um rio em seu leito, indo ao encontro do mar, tudo a seu tempo.

Como poderíamos desconsiderar que esta vida nos traz desafios, obstáculos, contratempos que se interpõem entre nós, querendo nos impedir de desfrutar de uma terra prometida?   Se considerássemos somente os tempos de deserto deste mundo, certamente que as esperanças dos corações desvaneceriam.

Deus tem, pois, muitas bênçãos a serem derramadas sobre os que O amam e O temem nesta vida terrena e muito mais ainda na eternidade.    O que não devemos esperar é que tudo chegue às nossas mãos sem que tenhamos lutas a enfrentar.

Olhemos para Ele, que é o escudo, a torre forte, o baluarte e a bandeira desfraldada, que ostenta o Seu poder e o Seu amor em favor dos que O buscam em espírito e em verdade.

Temos nEle a esperança de dias melhores.    Apeguemo-nos a Ele, pois que  até o Seu próprio Filho nos deu, por amor a nós, a fim de que não pereçamos.

Que nunca nos esqueçamos: somente nEle, e em ninguém mais, temos libertação de toda escravidão, liberdade para vivermos, bênçãos de uma terra prometida, mas muito mais, muito além da nossa limitada visão, um futuro de glória inimaginável.   Os justos resplandecerão como o sol no reino de seu Pai, mas fora dEle, nada seremos e nada teremos.

Ele nos propõe uma caminhada de fé e fidelidade, na qual as lutas que teremos de  enfrentar serão todas vencidas, e, a cada passo, haverá um acrescentar de volume da glória que haveremos de receber!  Isto, se crermos, perseverarmos e sermos fiéis.   Eia, avante!

 

 


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