NÃO FURTARÁS

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febrero 8, 2016 by Bortolato

tábuas da Lei (2)

Texto: Êxodo 20:15; Deuteronômio 5:19

Introdução:

Este é o enunciado do Oitavo Mandamento da Lei que Deus deu a Moisés.   Sabemos que esses Mandamentos foram dados a Israel no monte Sinai (também chamado de Horebe), estando Moisés em pé, diante do fogo de Deus, tendo o povo à sua retaguarda ao pé do monte, e o Senhor que lhe falava do meio do fogo (Deuteronômio 5:4), face a face.

Rememorando um pouco, o povo de Israel havia acabado de sair do Egito.   Havia caminhado pelo caminho do deserto por cerca de dois dias, e alcançou o braço do Mar Vermelho, onde ali pôde ver, em meio a uma experiência dramática, o mar abrir-se milagrosamente, e eles passaram a pé enxuto, e depois então chegaram às proximidades do Monte Sinai.

Queremos destacar que o Senhor ainda não tinha revelado toda a Lei, como a vemos escrita em Êxodo, Levítico, Números e Deuteronômio.

AS CIRCUNSTÂNCIAS DAQUELA REVELAÇÃO:

– Depois que ali se assentaram, em um dia marcado por Deus, precedido de dois dias de consagração através de um rito de purificação, no terceiro dia houve uma manifestação muito marcante, notória, e maravilhosa.   Trovões, relâmpagos, uma nuvem espessa e escura sobre o monte, e um estremecedor toque de trombetas de anjos fizeram com que o povo até se assustasse.

– Moisés leva o povo para fora do arraial até certo ponto, onde foi demarcado um limite para que eles não avançassem, ali, ao pé do Monte Sinai.

– Deus pôs os Seus pés ali, e o monte fumegava e tremia.   Imagine-se esta cena: a visão da nuvem, da fumaça, dos raios e relâmpagos, acompanhados dos trovões, das trombetas, e do tremor de terra sobre o monte.   Foi um acontecimento sem igual, que nunca houve tal sobre a face da Terra.

– Moisés subiu ao monte e Deus lhe falava, conversando com o Seu profeta em meio a trovões, e o povo, atemorizado e maravilhado ao mesmo tempo, ouviu o Senhor falando.

– Êxodo 20:18 diz que o povo presenciou toda aquela manifestação tremenda, e temeu, e tremeu, mas ficou ali, em pé, à distância, observando e ouvindo aquilo tudo.

– Foram estas as circunstâncias em que foram transmitidos os DEZ MANDAMENTOS, com o povo todo ouvindo a voz de Deus fazendo tremer a terra.

O QUE REPRESENTAM OS DEZ MANDAMENTOS:

Os Dez Mandamentos então seriam a base, a essência da Lei de Deus, dados como a primeira parte, e a mais importante, a base para o restante dos Estatutos e preceitos divinos dentro daquela Sua Dispensação. Eram aquilo que Deus considerava, de início, para começar, o mais importante para o povo saber e meditar sobre aquelas palavras, .

Depois deste “cartão de visitas” de Deus sobre a Terra, Moisés desceu para falar com o povo para se manter à distância para não morrerem. Mais adiante foi que Moisés voltou ao Monte Sinai e foi receber mais detalhes da Lei.

Os Dez mandamentos resumem então as cláusulas pétreas da Lei dada a Moisés.   Cláusulas Pétreas são a essência imutável dentro da Constituição Federal de uma nação(*). No caso, foi para a nação de Israel.

Notar bem: Israel não era uma nação antes de sair do Egito. Saiu, mas ainda não tinha a Sua Lei.

Moisés teve de ficar por 80 dias no Monte Sinai, em jejum diante do Senhor para poder receber outras cláusulas da Lei, com mais detalhes.   Logicamente que o povo não ficou todo esse tempo em pé, ali ao pé do monte.

A UTILIDADE DOS 10 MANDAMENTOS:

O que faria o povo, enquanto já compunham uma nação, mas não tinham uma Lei?   Aquilo que todos já sabemos que fazem os “homens sem lei”.   Tudo o que lhes nasce na cabeça, pois não haveria definição do que seria certo e do errado.   Alguns fariam o que lhes parecesse o mais correto, e outros, o que achassem mais conveniente para si, em detrimento dos outros.

Para isso mesmo o Senhor os notificou com os seus Dez Mandamentos – assim eles tinham então conhecido como que num “avant premierea base de toda a sua Lei.

Essa base se nos mostra em coisas da máxima importância.   Não era de leis específicas, mas trata sinteticamente de assuntos gerais, e abrangentes.   Não de coisas corriqueiras, mas de fundamentos da mais alta relevância.   Observando-os, Israel não cairia em erros como o da adoração ao bezerro de ouro.

ANALISANDO-SE OS 10 MANDAMENTOS:

Os QUATRO primeiros mandamentos nos mostram coisas que devem ser observadas no tocante ao nosso relacionamento com Deus.

Mas Deus não está interessado somente em um relacionamento Vertical, só do homem com Ele. Afinal de contas, somos hoje uma comunidade, assim como Israel, e temos que conviver bem uns com os outros.

Daí o porquê dos demais mandamentos, que tocam diretamente ao nosso próximo, e indiretamente também a Deus:

5º – Honrar pai e mãe.

6º – Não matarás.

7º – Não adulterarás.

8º – Não furtarás. É sobre este último que vamos passar a falar agora.

NÃO FURTARÁS! – (Definição)

Não furtar!   Como podemos definir estas palavras?

Diremos que seria :

“Apoderar-se de bens alheios, ou subtraí-los de outrem para si próprio ou para uma terceira pessoa.”

De certo modo é também sinônimo de ROUBAR. Roubar poderia receber a mesma definição, podendo subtrair coisas que não nos pertence, furtivamente, às ocultas, assim como o furto, mas também podendo ser com violência, forma esta que se distingue do furto.

O 8º Mandamento nos diz, pois, para não furtarmos, mas não faria nenhum sentido alguém achar que pode roubar (???!!!), isto é, ousando lançar mão da violência, sob a desculpa de que o verbo usado na Lei de Mosés é o “Furtar”, e não roubar.   Se somos proibidos de fazermos algo assim furtivamente, é mais que lógico que muito mais os seremos vedados de aproveitarmos da possibilidade de arrancar algo de alguém usando de violência. Se alguém ainda tem dúvidas quanto a isto, que analise o 10º mandamento, que diz: “não cobiçarás”!

NÃO FURTARÁS A DEUS!

Vamos agora passar a ver este mandamento sob a ótica do Novo Testamento.

– Disse Jesus certa vez: (João 10:10)

“ O ladrão vem somente para roubar, matar e destruir; Eu vim para que tenham vida e vida em abundância.”

Quem é esse ladrão?   Satanás, o nosso maior inimigo, juntamente com os seus asseclas.

Vamos nos deter e reparar bem neste contraponto que Jesus nos oferece nesta frase.   Roubar, matar e destruir são coisas que o diabo gosta de fazer, estão bem ao contrário do que Jesus nos propõe : vida em abundância.

Isto significa que quem rouba, e consequentemente quem furta, está agindo à semelhança de Satanás, seguindo seus métodos e isto nos separa de uma vida com abundância, aquilo que Deus quer nos dar.

Indo um pouco mais a fundo:

A quem pertence a Terra? E o mar? Exemplificamos para melhor esclarecermos: A quem foi dado o direito de propriedade da Microsoft?   Ao seus criadores. A Bill Gates e sua companhia. A Quem a criou. Ninguém deveria reclamar direito de propriedade sobre a Microsoft fora os seus legítimos criadores, isto seria um roubo disfarçado e vestido de uma ação judicial. Se alguém, pois, reclama a propriedade do mundo, do planeta Terra, e não é o seu Criador, é um usurpador. Este é Satan, o maior ladrão de todos, e o espírito que inspira a ladroice nos corações dos homens.

Diz o Salmo 24:1:

“Ao Senhor pertence a Terra, o mar e a sua plenitude, o mundo e os que nele habitam.”

Diz Gênesis 2:15 que Deus formou o homem e o colocou no Jardim do Éden para o cultivar e o guardar.

Logo, não somos os verdadeiros donos desta Terra.   Somos como encarregados de obras da lavoura de Deus.   Isto aqui não é nosso.   Somos apenas mordomos de tudo o que esta terra produz, e também de seus derivados.   Nem uma meia ou uma gravata, na verdade, nos pertence, propriamente.   O Senhor nos entregou a Terra e tudo o que dela pudermos tirar proveito para usá-los, mas vamos atentar bem: quando alguém morre, o que leva consigo?   Nenhuma riqueza, nem comida, nem bebida, nem mesmo as roupas do nosso guarda-roupas.   Alguns não levam nem a roupa do corpo, como foi o caso dos judeus incinerados no campo de Treblinka; e os que vão bem vestidos para o túmulo, nada disso aproveitam na vida eterna.

Por que isto é assim? Porque não somos donos e nem senhores do que pensamos que temos.

Pois é, até nós mesmos pertencemos, por direito, a Deus. Todas as pessoas do mundo, também, juntamente, mas… há quem pense de modo diferente, à moda do usurpador.

Mas há alguém que age como se tudo fosse dele. Na tentação do deserto, o que ele disse a Jesus? Mostrou-Lhe todos os reinos do mundo e a glória deles, e falou:

“Tudo isso te darei, se prostrado me adorares!” (Mateus 4:9)

Esse, de fato, é o grande ladrão, o maior de todos os séculos, que tenta apropriar-se do que é de Deus, e ainda tem a ousadia de tentar negociar com o que não é dele, como se fosse.

Dízimos e ofertas:

  • Leiamos agora Malaquias 3:8, 9, 10

Nós podemos até roubar a Deus – nos dízimos e nas ofertas.   Mas isso não nos reverteria em bênçãos, muito pelo contrário.

Quando trazemos a Deus todos os dízimos e ofertas estamos apenas DEVOLVENDO a Ele parte do que já Lhe pertence por direito.

Mais do que os dízimos, na verdade, TUDO pertence a Deus.              Quando chegamos a esta conclusão, mudamos muito o nosso modo de pensar e de agir.

O Pastor Larry Coy, autor do curso “Conflitos da Vida”, teve uma experiência muito interessante neste aspecto.

Ele gostava de jogar baseball, e um dia comprou um par de luvas, mas era um par bem diferenciado.   No primeiro dia em que as usou, deixou ao lado de onde estava jogando, e depois, tendo saído dali, as deixou para depois vir apanhá-las.

Quando voltou, as tais luvas não estavam mais lá onde as deixou.   Sumiram, sem deixar vestígio…

Ele estranhou, mas que podia fazer?   Deu de ombros, e pensou: “essas luvas não me pertencem. Elas pertencem a Deus”.   E descansou, ficou em paz.

Um outro dia, voltando ao campo para jogar, vê um indivíduo usando aquelas luvas especiais, novas, que ele tinha comprado.   Logo, ele pensou:

– “Lá estão as luvas de Deus”…

Depois, ele foi conversar com o indivíduo, o qual nem se desculpou, apenas disse que havia achado as mesmas “abandonadas”…

Como vemos, existem alguns tipos de furto que são disfarçados sob alguma desculpa. Ou usando de um rótulo atenuante, um título bonito.

NÃO FURTARÁS SOB O DISFARCE DE DESCULPAS:

Quando distorcemos os fatos para nos apropriar de alguma coisa, também estamos furtando.   Vamos ver exemplos:

A – “ACHEI!” Uma criança chega em casa, e diz ter “achado” uma nota de R$ 50,00. Não é muito valor, mas também não se pode dizer que não tem importância.

O seu pai então lhe diz: “V. achou mesmo? Como foi isso? Aonde foi?”

– “Ah, pai, é certo que a perderam. Eu até vi alguém na rua que estava procurando muito por essa nota…”

Isto é apropriação indevida. É furto. Não furtarás se aplica a este caso também.

B – Um cobrador de ônibus, ou um caixa de loja, padaria ou banco lhe atende, e no meio da transação, por erro ele lhe devolve um troco maior do que deveria.

Eu já vi alguém que tomou o dinheiro todo para si, e depois se ufanou de ter sido “esperto”, e logo ficou com aquilo para si.   Furtou!   O excedente não era dele, e o pobre do caixa irá depois ter de arcar com a falta.

C – Quando alguém vai a juízo, e tenta “comprar” os juízes para ganhar a causa.   O que é que ele está fazendo?   Está pervertendo o direito. Se formos a I Samuel 8:1-3, veremos que fizeram os filhos de Samuel, aceitando propinas para favorecer a este ou àquele, e o resultado disso foi que o povo começou a rejeitar ao próprio Samuel, e querer um rei para si, e então foi que Saul entrou em cena, por causa desse incidente, Israel veio a errar e sofrer mais uma vez.

Os resultados disso nunca são bons. Não se deve distorcer o direito nem do pobre e nem do rico. O direito é o direito. Não foi feito para ser burlado, nem oficialmente.   Se um juiz aceita tal suborno, também estará cometendo um erro de facilitação de um furto.

D – Quando vamos medir um terreno, e alteramos o lugar das estacas, avançando-as sobre a área do vizinho.   Isso também é FURTO! É tentar enganar aos vizinhos, dizendo que aquilo é sua propriedade até aquele limite onde foi colocada a estaca.   Pode ser que ninguém o tenha visto, mas Deus o viu.

E – Quando fazemos um empréstimo (….)de um irmão da igreja, ou de um parente… Prometemos devolver tudo, tudo… mas que nada!   Na hora da devolução… nada!   Que promessa enganosa!   Isso também acaba se tornando uma mentira.   O tal empréstimo não devolvido acaba por evoluir para uma espécie de furto.

Ah, esses empréstimos! Acabam por erguer uma barreira entre amigos e parentes… O amigo ou parente credor passa a ser evitado, para se evitar receber uma cobrança, e isto por vezes deixa a situação neste estado de separação pelo resto da vida…

Alguns empréstimos, não poucos, nunca mais serão devolvidos!   Outros, quando muito o são, depois de muito, muito tempo – anos a fio – e sem a devida correção monetária, de modo a prejudicar a aquele que emprestou – o caso fica como um pendência mal resolvida.

Não seja isto assim. Que esta história não aconteça assim entre nós.

O ESPÍRITO EXIGE RESTITUIÇÃO:

Depois que esses tipos de coisas acontecem, o que sucede em seguida?

A pessoa que furtou, seja usando de qual artifício for, driblou o direito do próximo.   A princípio, pensa um pouco sobre o assunto, mas depois, esquece-se do que fez.

Por quê? Porque não quer se humilhar reconhecendo que errou. Não quer se atormentar com a falta que o bem ou direito subtraído possa fazer a quem prejudicou.

Mas a Palavra de Deus diz: – “Não furtarás!” – e o mandamento, que faz parte das cláusulas pétreas da Lei de Deus foi quebrado, e é exigida a restituição.

Certa vez, quando trabalhava com viciados em drogas, apresentei um estudo bíblico onde se enfatizava a necessidade de restituirmos o que indevidamente tiramos do próximo.   Um aluno se manifestou e disse-me que, se tivesse que devolver tudo o que havia roubado até então, teria que trabalhar o resto da vida para pagá-lo, e não conseguiria dar conta de tudo.   O que deveria então fazer?

Disse a ele que poderia ir aos poucos, à medida da possibilidade, pois devagar também se chega ao longe…

O caso do W. Saul: era também um daqueles viciados, mas sabendo que o Espírito de Deus exige a restituição, ficou incomodado.   Isto é muito comum no meio desse tipo de pessoas, quando a Palavra de Deus lhe fala.

Ele havia levado furtivamente um relógio de pulso de uma joalheria de B. Horizonte, quando o viu, cobiçou-o, e o furto logo aconteceu.   E ele andou com a tal joia no seu pulso por muito tempo.

Um dia foi preso devido a ter sido flagrado em consumo de drogas.   O juiz que cuidava da sua causa acolheu a um pedido de seu advogado para ir para uma casa de recuperação.   Ali ele aprendeu que precisaria restituir o que havia surrupiado.

Ele entregou aquele relógio que ainda detinha consigo ao diretor da casa, pedindo-lhe que fosse entregá-lo de volta naquela joalheria.

Foi o que aconteceu.

O diretor da casa de recuperação falou com uma vendedora, e perguntou-lhe se ela se lembrava daquela joia.

Ela disse que sim, pois que era uma peça cara, que um rapaz certa ocasião, aproveitando-se de um lapso de sua distração, e o levou sem que ela tivesse tempo de percebê-lo. Aquilo tinha sido motivo de ela ter de arcar com aquela falta, foi uma experiência amarga que se tornou aliviada pela Graça de Deus.

Ao saber da história do W. Saul, de seu arrependimento, de sua mudança de vida, e de sua recuperação das drogas, ela recebeu aquela devolução, e chorou.

Louvamos a Deus pela conversão daquele rapaz, pois houve conserto diante da vendedora da joalheria, e mais do que isto, diante do Supremo Tribunal do Céu.

O que é que poderíamos restituir a Deus , ou a alguém a quem devemos?

Oremos.

“Pai querido, nossas vidas viveram longos dias até chegarmos a hoje aqui.   Muitas águas rolaram, e algumas coisas que podemos tipificar como furto ficaram pendentes.   Não queremos que isto fique assim.   Queremos restituir os valores devidos às suas origens.   Ajuda-nos, nós Te pedimos, a consertar o princípio que quebramos no passado; oramos em nome do Senhor Jesus.”


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