QUEM ME PERDOARÁ?

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marzo 10, 2013 by Bortolato

  Vivemos dias da cultura da vingança, da expansão do ódio, e da falta de perdão.

Alguns dirão que tudo é culpa da TV e dos videogames.  Isto, em parte, é verdade, mas os sentimentos de ódio, ciúmes, inveja e violência são tão antigos quanto a história de Caim e Abel.

Caim e Abel!  Interessante notar que Caim não era um homem descrente.  Era alguém  que até cultos prestava e oferecia sacrifícios a Deus.   Ninguém queira, portanto, desculpar-se de seus ressentimentos ou de amarguras sob pretexto de julgar-se religioso.

Quando se faz um check-up do coração de homens crentes e descrentes, uma espécie de raios-X espirituais, é bem ali que se vão achar toda espécie de coisas que foram nutridas durante longo tempo.  E ninguém se engane!  Muitos há que dizem ser frequentadores de igrejas cristãs, mesquitas, sinagogas, e de outros cultos , mas deixaram seus corações ser levados cativos a muitas espécies de falta de perdão.

É muito fácil a gente dizer: “Eu lhe perdoo” para aquelas pessoas a quem olhamos de cima para  baixo.  Para aqueles que nos procuram humildemente, reconhecendo uma condição inferiorizada, é fácil assim dizer.   Mas se alguém surge em nossos caminhos como figura de proa, um líder, mesmo sendo da mesma categoria, do mesmo patamar de autoridade, ou de um nível superior, ai desse!

O primeiro pensamento que surge na mente é: – “V. não podia ter errado”, ou: – “Na posição em que V. está desfrutando, jamais seria admitido um erro tal como esse que V. cometeu “.

Não resta dúvida que alguns erros trazem consequências que ninguém mais poderá reparar.  Assassinatos, estupros, violência extrema, requintes de crueldade, sem dúvida alguma, deixam um rastro de coisas que os feridos não têm como se recuperar.   São vítimas que sofreram algo como uma invasão de agressão contra suas almas, de tal forma que terão de levar os traumas pelo resto de suas vidas, dentro de suas memórias.

Se, porém, levarmos em conta, não o tamanho do prejuízo, mas a natureza da transgressão (que é comum a todos os pecadores neste mundo), todos somos culpados – todos temos errado, todos temos agido mal, temos prejudicado outras pessoas, mentindo, enganando, ocultando os nossos erros, e tentando deixar uma aparência de que somos leais, de que somos boas pessoas, boa gente, dignos de crédito, e até dignos de alguma honra.

Faça-se um auto exame, vasculhem-se os passos de cada um, e veja-se que não há quem possa apontar o dedo, e atirar a primeira pedra.  No entanto, todos os dias vemos pessoas ameaçando atirar pedras em alguém, colocando-se na posição de juízes ( e fazendo questão de serem os verdugos executores de uma sentença, e que esta seja a mais pesada quanto possível!) e desferindo toda sorte de ataques contra algum pressupostamente seu inimigo.

A vingança parece ser algo que realiza as pessoas.  Parece que um grande alívio na alma acontece quando nos sentimos vingados, ou justificados pela dor ou pela ruína da pessoa alvo da ira do vingador.

Em um certo Estado da América do Norte, há uma lei que reza que se algum assassino for preso e condenado pela justiça dos homens, e este ser fadado à eliminação legal for expressamente perdoado pela família da vitima do assassinato, este poderá escapar do “Corredor da Morte”, da pena capital.  Este dispositivo legal tem sido amplamente divulgado e conhecido de advogados, juízes, e toda a corte, mas até onde sabemos, em geral, as famílias das vítimas se negam a exercer a misericórdia nessas horas.

Por outro lado, aqui no Brasil, especificamente em São Caetano do Sul, nos anos 80, durante um assalto a um banco, uma criança de colo começou a chorar, e um dos assaltantes, impacientemente, ordenando que a mesma se calasse, disparou um tiro contra a mesma, matando-a a ela e à sua mãe que o segurava junto a si.  O assalto não teve sucesso, pois os bandidos foram presos no ato do crime,  devido à ação da polícia. O irmão em Cristo Wladimir, o pai da criança e marido da falecida mulher, após receber a notícia da morte de ambos, lamentou muito, e… foi até a prisão onde se encontravam aqueles assaltantes presos, e… pregou, aos mesmos que o enviuvaram e o desfilharam, o perdão e a graça de Jesus!   E ele lhes disse que os perdoava.    Indagado sobre o caso, disse aquele cristão que todo o incidente aconteceu por causa da falta de Cristo nos corações das pessoas.

Aqui cabe uma pergunta: – A vingança satisfaz plenamente¿  E o que dizer do perdão¿

Sabemos que a vingança nos dá um alívio momentâneo para nossas almas, mas este dura muito pouco.

Já o perdão alivia por todo o tempo em que for firmada a decisão de perdoar.  Isto significa que, se de fato eu perdoo,de vez para sempre, isto só me fará ficar em paz quanto ao assunto, ao problema, à ofensa que foi alvo de meu perdão… para sempre!

Daí então, a respostas a estas duas perguntas fica assim:

Se V. quiser ser feliz por um momento, vingue-se, mas se quiser ter paz no coração para sempre, perdoe, e não volte atrás!   Perdoe a quem lhe ofendeu, feriu sua alma, e para sempre.  Sepulte no fundo do mar a sua mágoa, e coloque uma placa em uma clarabóia, com os seguintes dizeres: – “É proibido pescar!”

Quem quer aliviar um pouco a sua alma, que se vingue, mas lembre-se: vai ser só um pouquinho, porque depois, o peso da ira vai continuá-lo afetando.  Possivelmente mais do que antes.

E quem quiser lavar sua alma por completo, perdoe!

Lembremos da oração do Pai Nosso – o que nos diz sobre isto:  – “Perdoa as nossas ofensas (ou: dívidas), assim como nós perdoamos aos nossos ofensores.   Quem, pois, não quiser perdoar nesta vida, terá que se ver com Deus, que lhe cobrará a sua falta de perdão, e lhe devolverá o mesmo pago que V. tiver dado aos seus ofensores.   Cuidado, pois isto envolve a vida eterna!

Certo dia sonhei que um anjo me guiava para casa, e eu não sabia para que lugar ele estava me levando. Ele andava mui rapidamente, mas à distância pude segui-lo.  Logo ele me mostrou uma casa, em uma rua que eu conhecia desde minha infância.   Não era minha residência onde tenho meu domicílio físico, nesta terra, mas não era tampouco um lugar de todo desconhecido.   Eu sabia até o nome daquela rua.   Quando despertei do sonho, lembrei-me de que o nome daquela rua era “Rua dos Perdões”.  Certo!  Entendido!   Eu só poderei ficar para morar no lugar que Deus me quer, se for perdoando, e sendo perdoado!   Somente assim é que minha alma e a sua serão salvas.

Lembro-me também da história de Ben Hur, descoberta arqueológica do General Wallace, na Terra de Israel.   É a história daquele judeu que, depois de traído e perseguido sem motivo por um amigo romano, foi preso por quatro anos nas galés de guerra, e toda sua família presa também.  Conseguida sua liberdade maravilhosamente, ficou ansioso para  rebelar-se contra o poder de Roma, o poder que quase conseguiu destruí-lo e à sua família.   Tencionava derramar sangue romano para vingar-se de seus inimigos,mas de repente se viu perante Jesus sendo crucificado no monte Calvário.  Ouviu as palavras de Jesus:

– “Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem”.

Foi então que sua vida mudou de rumo, e foi quando o Senhor operou algo maravilhoso, curando sua mãe e sua irmã, que sofriam antes de lepra.

Isto porque quando alguém vai ao encontro de Jesus, Ele vem, também ao seu encontro.  E porque Ele é o grande milagre e Ele é quem tem nas mãos a nossa salvação.

V. quer de fato salvar a sua alma¿

Só existe um caminho – Jesus.  E Ele  mesmo diz:

-“Vinde a mim”.

Se V. aceita Jesus em sua vida, para mudá-la segundo a vontade de Deus, feche os olhos agora, e peça-Lhe para Ele entrar em seu viver, salvar a sua alma e remi-la para sempre.  Use as palavras que lhe são espontâneas, que saem do fundo de seu ser, e empregue toda a sua força para fazê-las fortemente atadas ao poder de Deus.   Viva esta esperança, e tenha certeza de que Jesus nunca falhará..

Deus o abençoe!


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