O LIVRO DE GÊNESIS – IV

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noviembre 7, 2013 by Bortolato

Yosemite, CAGn. 2:4-17 – EDEN, UM JARDIM SEM PAR

“Uma neblina subia da terra e regava toda a superfície do solo”  (2:6)

Deus afinal, fez tudo muitíssimo bem feito.   O habitat para nossa raça viver já estava completo.

Não havia chuvas, mas o Senhor fazia do homem seu parceiro para cuidar da terra; o vapor regava-a de uma forma diferente das chuvas.  Antes mesmo que o homem pudesse fazer algum serviço de rega da terra, uma neblina, isto é, água em estado gasoso, trazia a umidade necessária para que as árvores e plantas pudessem ser hidratadas.   Quando o homem foi criado, então, foi-lhe dada a tarefa de cultivar o Jardim de Deus, o Éden.

O homem não foi criado para a inércia.  Foi-lhe atribuído certo trabalho, mas que bênção era, pois não produzia cansaços, dores e nem estafa, apenas oferecendo-lhe a oportunidade de ocupar-se com algo que lhe trazia só alegrias, ao ver que a sua mão era muito feliz, e prosperava, trazendo resultados gratificantes – as plantas cresciam, floresciam, frutificavam, e davam suas sementes com prodigalidade, como que mostrando sua grata resposta aos bons tratos recebidos.   Com isso, o homem sentia-se realizado e feliz, pois sentia que era a mão de Deus que abençoava o seu trabalho.   Tudo o que fazia, na viração do dia logo iria contar ao seu Pai, como uma criança que confia e confidencia com Quem a ama e lhe inspira total confiança.

O trabalho era um prêmio, e ainda hoje, até certo ponto, uma atividade prazerosa.

O homem mantinha seu contato com a terra para que esta fosse um primor, um adorno, um realce, e produzisse o necessário para alimentá-lo, e a toda a alimária da Criação!   Era um imenso prazer cuidar das pequenas plantas, bem como lidar com as grandes árvores.  Quando ainda hoje cuidamos de hortas e jardins, nos sentimos como que gratificados, apenas pelo contato amoroso que temos com certas plantas – isto é apenas um resquício da alegria que o homem tinha ao ver brotar o que ele semeava, e florescer o que estava crescendo.

Deus criou o homem para a Sua glória, e para interagir com o restante da Sua Criação, amando o ecossistema do Senhor.   Para ajudar nessa tremenda tarefa, o Senhor o ajudava, fazendo-a prosperar – e não havia espinhos, cansaço, nem doenças, nem dor e nem plantas venenosas que o detivessem.

Se era um grande prazer lidar com a flora terrestre, que Deus criou, uma outra tarefa muito feliz surgiu para o homem fazer.  Às vezes era encontrado no meio da mata, às vezes em terra nua, um pequeno inseto, ou uma rã, ou um ninho de beija-flor.  O seu coração se enchia de ternura e amor por aquelas pequenas criaturas.   Ficava detido, admirando-as por um pouco de tempo, e ao observar suas características, e passava a chamá-las por um nome.   Adão foi o primeiro biólogo que Deus criou nesta terra, e catalogava esses animais mnemonicamente.   Em sua memória, tinha guardado todos os nomes de cada um deles.  Não escapavam os felídeos, os paquidermes, os equinos, e outras espécies, todos tinham os seus nomes.  Parecia até que aqueles animais compareciam perante a sua presença como alguém que comparece diante de um cartório do registro civil, para ser registrado.

Conforme vemos no verso 1:26, Deus nos deu poder e capacidade para dominarmos sobre os peixes, sobre as aves, sobre a alimária selvagem, e também a doméstica, enfim, sobre todos os que se movimentavam sobre a terra, água e ar.  Esse domínio, porém, há que ser uma relação de amor.   O Apóstolo S. João tentou definir a Deus em uma só palavra, ressaltando-Lhe a qualidade que sempre está presente nEle, e nessa sua humilde tentativa, escreveu que Deus é amor (I João 4:8)..   A Criação, aliás, foi um ato, ou melhor, uma série de atos que denotam o imenso poder do Senhor, e notemos que Ele desprendeu poder dentro de um plano – um plano que O facultou a estender mais amor, conforme as criaturas eram chamadas à existência.

Repentinamente, saía um tigre do meio da mata, e este vinha ao encontro do homem, que mais uma vez o admirava, provavelmente tomando-o num abraço, e desejando toda uma vida feliz, dava-lhe um nome e, a seguir, deixava-o ir-se.   Assim também acontecia com o falcão, com a águia, com os leões, com os lobos, com os ursos, que, embora selvagens, ainda não tinham sofrido a mutação que os fez tornarem-se em predadores.

Era uma maravilha ver os cisnes a nadar nos lagos, aos pares, os pombos fazendo os seus ninhos, os albatrozes, as andorinhas, as aves do paraíso…  Aquilo tudo sem o peso do pecado tornava esta Terra do Éden um claro e cristalino espelho que refletia, em parte, o clima celeste, onde o Pai, Jesus e o Espírito Santo reinam soberanos, impregnando a paz, o amor e a vida abundante.

Se alguém acha hoje que perdeu o sentido da vida, olhe para o Pai Celeste, para o Seu Filho Jesus, e para o Espírito Santo de Deus!  Olhe para as Suas obras, e descubra o amor eterno!

Onde se localiza, então, esse Paraíso chamado de Jardim do Éden?   Tanto tempo já se passou desde então, muitas águas rolaram, muitos acontecimentos surgiram, tanta história já se fez conhecida que cremos ser hoje impossível ao homem conseguir apontar para algum lugar e dizer: encontrei-o!   Os polos da Terra já mudaram e estão em constante mudança gradual, e a crosta terrestre já sofreu muitas alterações.

Temos, contudo, algumas pistas vagas e apagadas, que trazem à memória algo que aconteceu no passado.  Quatro braços de um rio saía do Éden.  Um deles nos fala que dali ia para a banda do oriente da Assíria (2:14). Outro braço chamava-se Eufrates.  Isto hoje nos dá a entender que estava próximo do que hoje chamamos de Iraque, mas ninguém tente reencontrá-lo!  Será cegado pela espada do anjo que se postou ali para guardá-lo e vetar a entrada de quem quer que seja, infectado pelo vírus do pecado.

Hoje Deus ainda deve passear por ali, sem o homem para reencontrá-Lo, mas ansiando pelo dia da Redenção desta Terra, para reabri-lo, e franquear a entrada aos Seus.

Talvez os atuais rios Tigre e Eufrates ainda sejam os mesmos, e os outros dois braços tenham desaparecido, ou fossem simples canais afluentes destes, o que apontaria o início da civilização para a região do Iraque, mas cientistas dizem que existem indícios de civilizações mais antigas em regiões da África.   Bem, de qualquer maneira não nos é dado, à vista destes fatos, ter certeza de uma localização.

O mais importante é sabermos que Deus deseja conviver com o homem, com representantes da nossa raça, apesar desta haver sido poluída pela desobediência e pela falta de fidelidade.   O sonho de Deus não mudou.  Ele continua em busca de pessoas que possam agradá-lo em tudo, muito embora a pureza do homem é algo muito difícil de ser achada ao nível dos 100%, pois o pecado se arraigou na natureza humana, de forma que todos herdamos este princípio maligno, que luta contra nós mesmos às vezes feroz, às vezes sutilmente.   Há ainda a promessa da segunda vinda do Senhor Jesus a este mundo, quando muitas coisas tortas haverão de ser endireitadas, consertadas, e passará a haver habitação de Deus com os homens, desfazendo toda a infelicidade com que a história da humanidade foi escrita e o será  até então.


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